Terceirizados da UFPR vivem dias de angústia à espera do mínimo: o salário

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Entrou hoje no segundo dia a greve dos trabalhadores e trabalhadoras terceirizados da UFPR. E eles estão lutando para que aconteça o básico: o depósito do valor do mês trabalhado. Terceirizados contratados pela WW Serv não receberam vale alimentação e vale transporte. O recebimento do 13º salário permanece uma incógnita.

Além dos trabalhadores contratados pela WW Serv e Progresso, os contratados pela Habitual Serviços que trabalham nas recepções também estão sem receber salário, no entanto não estão em greve.

Os Restaurantes Universitários Agrárias, Botânico, Centro Politécnico e Central continuam inoperantes. O atraso no repasse de dinheiro da Reitoria da UFPR para as empresas se repete há pelo menos três meses e as consequências angustiantes recaem sobre os trabalhadores.

Um item conjunto da pauta do movimento grevista das federais em 2015 solicitava a abertura das contas da universidade para que a comunidade soubesse as reais consequências do corte de – atualmente – R$9,2 bilhões na educação. No entanto, a administração da UFPR não atendeu o pedido da sua comunidade.

A maioria dos contratos de serviços terceirizados é de mulheres que trabalham nos serviços de recepção, limpeza e cozinha na universidade. Decididas em não trabalhar até que recebam, elas se reuniram no Pátio da Reitoria hoje pela manhã. Estudantes se juntaram em apoio às mulheres e iniciaram uma batucada. No meio da criação conjunta de palavras de ordem uma trabalhadora puxou “ai que dó/ a Reitoria vai encher de pó/ se quiser limpeza vai ter que pagar/ ai que dó…”.

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Reunião no RU Central: não há previsão para o pagamento

No início da manhã ocorreu uma reunião com entre os (as) trabalhadores (as) do RU Central e a representante da empresa terceirizada Progresso, de Cascavel. A direção do Siemaco, representante da categoria, não participou. Segundo os trabalhadores não houve qualquer sinalização sobre o pagamento do salário.

A representante da empresa apenas entregou a parte dos tickets do vale transporte que estava em atraso. “Ela veio entregar o vale transporte porque já está pra vencer no dia 31”, argumentou uma trabalhadora. “Eles entregam pra dizer que agora não podemos faltar no serviço por que pelo menos temos vale transporte”, continuou outra colega.

Enquanto ocorria a reunião no restaurante uma assessora e um assessor de base do Siemaco aguardavam do lado de fora. Eles informaram que haverá uma reunião fechada entre a diretoria da entidade e com os donos da empresa, não sabem dizer quando, nem onde. Segundo eles, a participação dos trabalhadores da base não está prevista nesta reunião, assim como não está prevista nenhuma assembleia para discutir os rumos da negociação.

Veja também: Terceirizados dos RUs da UFPR estão em greve por falta de pagamento de salário

Adriana Possan
Assessoria de Comunicação do Sinditest

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