Terceirizados dos RUs da UFPR estão em greve por falta de pagamento de salário

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Sem receber salário e benefícios mais de 700 trabalhadores terceirizados que atuam nos Restaurantes Universitários da UFPR paralisaram as atividades por tempo indeterminado. As empresas Progresso e WW Serv – Serviços e Obras deixaram de pagar os trabalhadores alegando a falta de repasse da UFPR.

“Não caiu o pagamento porque não tem dinheiro, o patrão tá pobre… Se ele tá pobre, imagine eu”, criticou uma servidora numa roda de mulheres contratadas pela WW Serv, do lado de fora do RU Centro Politécnico. Nenhuma trabalhadora ficou confortável em se identificar, por medo de sofrer repreensão.

Trabalhadores da cozinha e limpeza dos três RU’s estão em greve desde as 06 horas de hoje, 8. Apenas o RU Central serviu café da manhã e almoço porque os trabalhadores já haviam começado as atividades antes da decisão pela total paralisação. O jantar hoje não será servido em nenhum dos restaurantes.

Trabalhadores da equipe de segurança também estão sem receber, mas estão parados pela força da greve dos demais trabalhadores – não estão oficialmente em greve.

Logo na entrada do RU Politécnico duas mulheres ofereciam doces aos trabalhadores em greve. “Se você soubesse moça a situação que o pessoal tá, sem dinheiro pra nada, você não oferecia”, disse um trabalhador ironizando a situação. A empresa Progresso deve pagar o 13º salário dos trabalhadores até a próxima sexta, 11, no entanto, ainda não pagou o salário de novembro. Já a empresa WW Serv, segundo os trabalhadores, disse que irá pagar até o dia 20 de dezembro a última parcela do 13º, mas está devendo salário, vale alimentação e parte do vale transporte que deveriam ter sido depositados ontem.

Segundo Vanderlei de Campos, da direção do Siemaco, se não houver pagamento ainda hoje dos salários e benefícios os trabalhadores dos quatro RU’s da UFPR em Curitiba farão juntos nova assembleia amanhã cedo no RU Central e manterão a paralisação.

No Departamento de Contabilidade e Finanças da UFPR obtivemos apenas a informação de que o repasse do MEC vem sendo de um terço do orçamento. O funcionário disse que não está autorizado a falar mais do que isso sobre os atrasos e que apenas o Reitor ou a Pró-Reitora de Administração podem responder. Não conseguimos localizar nenhum dos dois até o momento.

*ERRATA: Divulgamos ontem o número de 200 como total de trabalhadores em greve, no entanto, esse número se refere apenas aos trabalhadores do RU Centro Politécnico.

Adriana Possan
Assessoria de Comunicação do Sinditest

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