Servidores da UTFPR avaliam atual correlação de forças como favorável à greve

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No dia 23 de julho, técnicos da UTFPR entregaram ao reitor a pauta local de greve.

A correlação de forças em 2015 é mais favorável ao movimento grevista dos técnicos administrativos do que em anos anteriores. Isso deve, basicamente, a dois fatores: a maior unidade do funcionalismo público federal e o desgaste do atual governo de Dilma Rousseff. A avaliação é dos servidores da UTFPR. Eles se reuniram na quarta-feira, 05, no campus Ecoville, para fazer uma análise da atual conjuntura.

“Não é o momento de vacilar. É o momento de ir pra rua, ocupar espaços”, considerou Carlos Pegurski, coordenador da seção sindical da UTFPR. “Greve é uma coisa desgastante demais para a gente brincar de fazer greve. Não dá pra fazer greve pela metade.”

“67 instituições federais paralisadas é muita coisa. Significa que esse trabalho de formiguinha, essa conversa que estamos fazendo aqui, está acontecendo no Brasil inteiro”, continuou.

Ele defendeu a unidade do funcionalismo público federal, e citou um exemplo. Em 2012, os técnicos administrativos saíram antes da greve do serviço público. Mesmo assim, usufruem hoje das conquistas então obtidas por outras categorias, que à época optaram por continuar no movimento. “As outras categorias não são nossas inimigas, são nossas aliadas”, disse. “A data-base, por exemplo, a gente só vai conseguir de duas formas. Se cair uma maçã na cabeça da Dilma e ela tiver uma ideia, ou se a gente tiver uma grande greve geral do serviço público. E essa é uma construção que não se faz do dia para a noite.”

Para Pegurski, o movimento deve seguir pressionando o governo. No entanto, isso não significa apoiar setores ainda mais conservadores da sociedade, que querem a sua derrubada. “Saber que o governo está desgastado não quer dizer que a gente prefere o PSDB ou quer o impeachment. Mas o movimento sindical tem uma tradição de esquerda e vale a pena a gente manter esse foco”, definiu. “Isso não significa que nós não temos que pressionar o governo.”

Ele ainda lembrou que a atual diretoria do Sinditest-PR faz atualmente um esforço para mudar o perfil do sindicato, aproximando-se mais dos diversos setores. Prova disso é que agora o campus Ecoville, da UTFPR, tem um delegado sindical. “Tradicionalmente, os campi do interior também não votavam. São 18 cidades com unidades que compõem o sindicato. Agora, estamos pensando em uma forma para que esse pessoal também seja ouvido.”

O intuito é criar entre os técnicos das universidades paranaenses a mesma unidade que hoje existe no serviço público federal. “Nós fazemos parte do mesmo sindicato. O que acontecer em qualquer universidade, vai refletir aqui”, observou Luciene Cremasco, assistente administrativa da UTFPR.

Sandoval Matheus,
Assessoria de Comunicação do Sinditest-PR.

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