Golpistas usam nome de ex-advogado do SINDITEST-PR e tentam enganar aposentados da UFPR

0

Sindicato esclarece que Mauro Cavalcante não atende mais a instituição SINDITEST-PR; atualmente, a assessoria jurídica é realizada exclusivamente pelo Dr. Paulo e pela Dra. Scheila

O SINDITEST-PR alerta a categoria após receber relatos de duas tentativas de golpe contra aposentados da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Em ambos os casos, pessoas se apresentaram como advogados e utilizaram o nome de Mauro Cavalcante para dar credibilidade à abordagem. O Sindicato esclarece que Mauro Cavalcante não atende mais o SINDITEST-PR e não integra a atual assessoria jurídica da entidade. Atualmente, o atendimento jurídico é realizado exclusivamente pelo Dr. Paulo e pela Dra. Scheila, nos números divulgados ao final desta matéria.

Os relatos foram feitos por Alfredo Bueno, aposentado do Restaurante Universitário (RU) da UFPR, e Orelina Ferrari, também aposentada da Universidade. Os dois desconfiaram da abordagem, interromperam os contatos e procuraram confirmar as informações.

Falsa audiência on-line – Alfredo Bueno procurou pessoalmente o SINDITEST-PR para relatar a tentativa de golpe. Segundo ele, um homem que se apresentou como “Dr. Gabriel” afirmou trabalhar com Mauro Cavalcante. O contato ocorreu por volta das 18h. Durante a videochamada, o homem não mostrou o rosto e afirmou que uma audiência on-line aconteceria naquele mesmo momento. A urgência e a falta de qualquer aviso anterior levantaram suspeitas.
“Em nenhum momento anterior recebemos qualquer tipo de contato avisando sobre essa audiência. Após alguns minutos, enquanto tentávamos entender os fatos e confirmar a veracidade da audiência, eles desligaram”, escreveu Alfredo no relato entregue ao Sindicato.

Promessa de quase R$ 380 mil e pergunta sobre limite de Pix – Orelina Ferrari recebeu uma ligação pelo WhatsApp por volta das 17h25. Como aguardava o retorno de um médico, atendeu ao número desconhecido. Durante a conversa, o homem afirmou que ela teria aproximadamente R$ 379 mil a receber e que metade do valor seria paga naquele dia e a outra metade no dia seguinte. Para tornar a história mais convincente, o golpista também utilizou o nome de Mauro Cavalcante e mencionou documentos relacionados ao suposto pagamento.

Em seguida, o homem iniciou uma videochamada e tentou orientar Orelina a acessar a conta bancária. Ele não mostrou o rosto e perguntou se algum valor havia entrado na conta, se o saldo estava negativo e qual era o limite de Pix disponível. “Quando ele perguntou se eu tinha limite de Pix, pensei: ‘Nossa, essa história está muito estranha’. Perguntei por que havia tanta pressa. Ele respondeu que tinha que ser naquele dia”, relatou Orelina.

A aposentada desconfiou porque conhecia os procedimentos das ações judiciais das quais já havia participado. Ela encerrou a ligação sem realizar transferências ou fornecer dados bancários. “Eu não caí porque já conhecia os trâmites. Não passei dado nenhum da minha conta, nada”, afirmou.

Somente dois advogados atendem o SINDITEST-PR – O SINDITEST-PR reforça que a atual assessoria jurídica é realizada exclusivamente pelos seguintes profissionais e números:
Dr. Paulo: (41) 99187-5730
Dra. Scheila: (41) 99971-0002

Mauro Cavalcante não atende mais o Sindicato. Portanto, qualquer contato feito em nome dele, alegando representar o SINDITEST-PR, deve ser tratado como suspeito e comunicado imediatamente à entidade. Os golpistas podem utilizar nomes, fotografias e informações verdadeiras para tornar a abordagem mais convincente. Por isso, reconhecer o nome de um advogado ou receber documentos com dados de um processo não comprova a autenticidade do contato.

O que fazer diante de uma tentativa de golpe
O SINDITEST-PR orienta:

– Não faça pagamentos, depósitos ou transferências.
– Não informe senhas, códigos, dados bancários ou limites de Pix.
– Não compartilhe a tela do celular ou do computador.
– Não clique em links nem instale aplicativos enviados pelo contato.
– Encerre a ligação e confirme diretamente com o Sindicato.
– Guarde prints, áudios, documentos e o número utilizado.
– Bloqueie e denuncie o contato no WhatsApp.
– Avise o SINDITEST-PR para que outros trabalhadores sejam alertados.

Quem tiver sofrido prejuízo financeiro deve procurar imediatamente o banco e registrar um boletim de ocorrência. O registro pode ser feito na opção “Estelionato” do site da Polícia Civil do Paraná ou presencialmente em uma delegacia.

Confirme com o Sindicato – Além dos contatos da atual assessoria jurídica, as informações podem ser confirmadas com a Secretaria do SINDITEST-PR:
Telefone: (41) 3362-7373
WhatsApp: (41) 98877-8061

O Sindicato pede que o alerta seja compartilhado com toda a categoria, especialmente com aposentados, aposentadas e pensionistas. A informação, a atenção e a solidariedade entre os trabalhadores são fundamentais para impedir novas vítimas.

Compartilhar.

Comments are closed.

X