Fundo de Greve sustentou 135 dias de mobilização e presença da categoria nas negociações

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Prestação de contas mostra como os recursos garantiram assembleias, participação dos diferentes polos, caravana e presença contínua em Brasília

Durante 135 dias, de março a julho, os Técnico-Administrativos em Educação mantiveram uma greve nacional para cobrar do governo o cumprimento dos pontos pendentes do Termo de Acordo nº 11/2024 e avançar na valorização da carreira. A greve teve início em 2 de março e foi encerrada em 17 de julho de 2026. Após mais de quatro meses de mobilização, o SINDITEST-PR apresenta à categoria a prestação de contas do Fundo de Greve. Ao todo, foram investidos R$ 384.549,35 na sustentação do movimento. Com a última parcela, que será descontada no contracheque de agosto, a receita total do Fundo de Greve será de R$ 497.443,08.

Em abril, não houve desconto do Fundo de Greve. Por decisão soberana da categoria, a greve foi mantida além do prazo necessário para que o SINDITEST-PR comunicasse à FASUBRA a suspensão do próximo lançamento. Por esse motivo, a última parcela, referente ao período final da greve, será descontada no contracheque de agosto.

Esse desconto não representa uma cobrança adicional. A arrecadação prevista para agosto é de R$ 124.360,77. Após o pagamento de todas as despesas, restará um saldo de R$ 112.893,73, que será mantido em uma aplicação financeira e reservado para futuras mobilizações e lutas da categoria.

A transparência é um dos pilares da atual gestão. Prestar contas é mostrar como cada contribuição fortaleceu a mobilização e a luta da categoria.

Para garantir essa estrutura, foram necessários investimentos em tendas, cadeiras, televisores, equipamentos, plataformas digitais e serviços de transmissão. O Fundo de Greve permitiu que a distância não impedisse a categoria de acompanhar e construir coletivamente o movimento.

O que é o Fundo de Greve?
O Fundo de Greve é uma contribuição extraordinária e temporária criada para garantir as condições materiais necessárias à sustentação de uma paralisação. Em 3 de março, a assembleia da categoria aprovou, por ampla maioria, uma contribuição correspondente a 0,5% do vencimento básico. O entendimento foi de que uma luta que beneficia toda a categoria também precisa ser sustentada coletivamente.

Os recursos foram utilizados no pagamento de passagens, hospedagens, diárias, transporte, assembleias, tendas, cadeiras, equipamentos, faixas, cartazes, panfletos, adesivos, camisetas, informativos e plataformas digitais. O Fundo de Greve não financia apenas estruturas. Ele permite que a categoria se reúna, participe das decisões, divulgue suas reivindicações e esteja presente onde as negociações acontecem.

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