SINDITEST-PR apoia Pretas Acadêmicas e fortalece a luta por uma universidade antirracista

0

Seminário reúne estudantes, pesquisadoras e trabalhadores negros e promove formação aberta a toda a comunidade

O SINDITEST-PR apoiou a realização do VI Seminário Nacional e I Seminário Internacional Pretas Acadêmicas, realizado entre os dias 16 e 18 de julho, no Campus Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba. Com o tema “Mulheres Negras no Centro da Produção Científica: uma virada histórica”, o evento integra a programação do Julho das Pretas Paraná e reúne estudantes, pesquisadoras, trabalhadores da educação, artistas e representantes dos movimentos sociais.

Realizado desde 2019, o Pretas Acadêmicas tornou-se um espaço de valorização da produção intelectual de mulheres negras, de troca de experiências e de enfrentamento à invisibilidade que ainda persiste nos ambientes de produção do conhecimento. Nesta edição, o seminário alcançou pela primeira vez caráter internacional. Além de prestigiar a atividade, o SINDITEST-PR contribuiu concretamente para sua realização por meio da disponibilização da tenda instalada no pátio da Reitoria da UFPR.

A servidora técnico-administrativa da UFPR e sindicalizada Ivanete representou o Sindicato na abertura do seminário. Para ela, a participação reafirma o compromisso da entidade com uma universidade pública mais democrática, inclusiva e socialmente referenciada. “Como mulher negra, servidora da UFPR e representante do SINDITEST-PR, participei deste momento com muito orgulho e responsabilidade. Fortalecer o Pretas Acadêmicas é fortalecer uma universidade na qual diferentes trajetórias, saberes e experiências sejam reconhecidos, valorizados e respeitados”, afirmou Ivanete.

Carol Dartora, Deputada Federal do Paraná, e Antonio Carneiro, coordenador de Combate às Opressões do SINDITEST-PR

Segundo o coordenador de Combate às Opressões do SINDITEST-PR, Antonio Carneiro, o seminário evidencia a baixa presença de mulheres negras nos espaços de poder, decisão e reconhecimento acadêmico, uma desigualdade que afeta toda a sociedade. “É um evento protagonizado por estudantes, pesquisadoras e trabalhadores negros, mas também é um importante espaço de formação para todas as pessoas. A pauta antirracista não deve ser discutida apenas pelas pessoas negras. É fundamental que toda a comunidade participe, prestigie, aprenda e assuma sua responsabilidade nessa luta”, destacou.
O apoio ao Pretas Acadêmicas reafirma que a defesa da educação pública também passa pelo enfrentamento ao racismo e ao sexismo, pela valorização da diversidade e pelo reconhecimento das contribuições das mulheres negras para a ciência, a educação e a sociedade.

Antonio Carneiro, coordenadorde Combate às Opressões do SINDITEST-PR, e a escritora Lívia Casasanta, palestrante

Para o SINDITEST-PR, não existe universidade verdadeiramente democrática enquanto o racismo continuar limitando quem pode acessar, permanecer, produzir conhecimento e ocupar os espaços de poder nas instituições.

Compartilhar.

Comments are closed.

X