Fora todos eles! Fora Dilma, Temer, Aécio e Cunha. Eleições Gerais já!

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Fora todos eles! Fora Dilma, Temer, Aécio e Cunha!

Eleições gerais já!

 Direção do Sinditest

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Vivemos uma grave crise política no Brasil. As gigantescas manifestações que ocorreram no mês de março demonstram a profunda polarização política, econômica e social. Neste dia 1 de abril, o Sinditest se somará a iniciativa da CSP Conlutas e do Espaço de Unidade de Ação e participará das manifestações que buscam construir nacionalmente uma alternativa da classe trabalhadora diante da falsa polarização entre as manifestações em defesa do governo e as lideradas pela oposição de direita que defendem o impeachment.

 

As últimas manifestações de massas que ocorreram nos dias 13, 18 e 31 de março, a favor e contra o governo respectivamente, as consequências decorridas da delação premiada do Senador Delcídio do Amaral (PT), a condução coercitiva de Lula para depor na Polícia Federal (PF), a iniciativa de nomear Lula como Ministro, o impedimento judicial de que o mesmo assuma suas funções no governo e o avanço do processo de impeachment no Congresso Nacional são as marcas mais visíveis da atual crise política que vivemos. O governo Dilma está paralisado, suspenso no ar. Sua base está dividida e em crise no Congresso Nacional.

 

O movimento das ruas está polarizado entre dois campos que representam diferentes setores do grande empresariado no país, um liderado pela oposição com PSDB/DEM/PPS à frente e outro liderado pelo PT/PC do B que são partidos do governo atual. As manifestações dirigidas pela direita foram gigantescas, enquanto as lideradas pelo campo petista foram menores, porém, essas também tiveram um importante peso nas ruas.

 

Neste contexto político, aumentou a chance de derrubar Dilma, seja por meio do impeachment, da renúncia ou de novas eleições presidenciais antecipadas. Está se encerrando um ciclo de quatro governos de alianças entre PT, PC do B, PMDB e diversos partidos corrompidos e comprometidos com os grandes empresários que investem pesado nas campanhas eleitorais.

 

Todos os partidos de direita e também o PT, estão envolvidos na corrupção fisiológica, em maior ou menor grau estão envolvidos com as grandes empresas que financiam as campanhas. Todos esses partidos estão envolvidos em maior ou menor grau com a corrupção descarada que salta aos olhos. Achamos que todos esses partidos e políticos devem ser punidos e presos, não basta punir Lula e os políticos petistas, é preciso punir corruptos e corruptores de todas essas siglas envolvidas nos escândalos, incluindo Aécio e Cunha.

 

A oposição liderada por Aécio Neves do PSDB quer a todo custo o impeachment. Nós avaliamos que esta não é a melhor saída para os trabalhadores. Caso a proposta de impeachment seja vitoriosa e Dilma caia, o vice-presidente Michel Temer do PMDB assumiria a presidência da República. E se Temer cair quem assume é Eduardo Cunha também do PMDB, atual presidente da Câmara dos Deputados. Esse caminho não mudaria em nada a natureza anti trabalhador do governo federal, porque tanto Temer quanto Cunha defendem o ajuste fiscal e demais políticas que estão sendo aplicadas contra os trabalhadores e o povo pobre.

 

Em meio à crise, Marina Silva do partido REDE, aparece nas pesquisas com boas chances de vencer uma possível eleição antecipada. Mas alertamos que ela apóia o mesmo projeto político que está sendo aplicado hoje por Dilma, e tem em seu partido políticos envolvidos em corrupção, sendo assim Marina também não é alternativa para mudar.

 

Por isso, defendemos a realização de eleições gerais já. Para botar todos eles para fora e o povo ter a oportunidade de trocar todo o Congresso Nacional e a presidência da República.

 

É preciso construir uma alternativa de classe independente

 

Uma enorme parcela daqueles que acreditaram neste governo hoje está decepcionada. Os movimentos sindical, social e estudantil precisam de uma alternativa política que se construa de maneira independente dos grandes empresários.

 

Diante das duas alternativas postas no país, uma liderada pelo PT e outra liderada pelo PSDB, é preciso construir uma terceira proposta que levante um programa comprometido com as reivindicações e necessidades dos trabalhadores, explorados e oprimidos. Esta terceira alternativa não deve trilhar o mesmo caminho de alianças com os grandes empresários que mandam e desmandam no Brasil, representados por seus partidos fisiológicos e corruptos.

 

Durante todos esses anos, o governo federal veio aplicando uma série de medidas que retiraram direitos dos trabalhadores, aumentaram o custo de vida, atacaram as aposentadorias, privatizaram e sucatearam os serviços públicos, desvalorizaram os servidores públicos federais e aumentaram a criminalização dos movimentos sociais.

 

Por isso achamos errado o caminho que diversas organizações políticas e movimentos sociais estão tomando. Não podemos em hipótese alguma ser parte dos movimentos e manifestações que visam defender este governo, porque isso significa ser parte do Fica Dilma, justamente no momento em que a esmagadora maioria do povo está a favor da sua derrubada. Neste sentido fazemos uma crítica fraterna às organizações que constroem a Frente Povo Sem Medo, é preciso romper com qualquer tentativa de blindar Dilma neste momento, não tem um “Golpe Militar” em curso no país, única situação em que nos colocaríamos em ampla unidade contra a derrubada de Dilma. Mas não é isso que ocorre hoje, o governo, o PT, o PC do B e todos os seus defensores tentam passar a ideia de um “Golpe de direita” para tentar mobilizar as suas bases contra o impeachment que avança no Congresso Nacional.

 

Precisamos da mais ampla unidade das organizações combativas, e fazer todos os esforços em construir uma alternativa independente dos trabalhadores. Lutar pelos trabalhadores passa hoje por defender Fora Todos Eles e Eleições Gerais Já!

 

Por uma Greve Geral

 

Com a crise econômica o governo está aplicando o ajuste fiscal. A oposição representada por Aécio apoia esta política. Diversos ataques às condições de vida aos direitos dos trabalhadores estão em pauta neste momento. A criminalização dos movimentos sociais foi agravada com a aprovação da lei antiterrorismo. As aposentadorias que já sofreram diversas mudanças para pior nos últimos anos sofrerão mais alterações no mesmo sentido. Os serviços públicos estão sofrendo diversos cortes orçamentários e a reforma agrária não avançou.

 

Neste contexto, temos a necessidade de construir uma Greve Geral no Brasil. Os movimentos combativos precisam se unir em torno desta proposta. Devemos exigir que as centrais sindicais (CUT, CTB, etc.) e os movimentos sociais (MST, UNE, etc.) rompam com o governo federal e se unam na organização da Greve Geral.

 

Essa foi à orientação que aprovamos na direção do sindicato e na assembleia geral da categoria. Achamos que este é o melhor caminho para lutar por um país melhor.

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