Trabalhadores vão retomar o GT de 30 horas e exigir sua implantação!

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A assembleia desta terça (07) entrou num debate aprofundado sobre a regulamentação da Jornada de 30 horas sem redução salarial para os servidores técnico-administrativos federais. Os trabalhadores decidiram lançar uma cartilha sobre o assunto e irão retomar o Grupo de Trabalho da Jornada de 30 horas para alavancar a implantação na UFPR, UNILA, UTFPR e IFPR. A atividade faz parte do primeiro dia de mobilização que integra a Jornada Nacional de Luta que acontece de 7 a 9 de abril.

O Diretor Maurício Souza, do setor Litoral da UFPR, defendeu a realização de reuniões setoriais sobre as 30 horas.

O GT 30 horas volta às atividades em um momento crucial para alçar a luta dos TAEs. Cada instituição está em trâmites diferentes de regulamentação, a UTFPR, por exemplo, já está em processo mais avançado de inserção das 30 horas; já os técnicos da UFPR contam com a portaria nº 56/11, que assegura a flexibilização da jornada de trabalho, mas por falta de interesse real da Reitoria, caminha a passos muito lentos e chegou a retroceder no ano passado, com a publicação de duas portarias da PROGEPE (nº7155 e nº7157), que apesar de não terem legitimidade por atropelar decisão do COUN, restringem o direito a apenas alguns setores. Na UNILA até o momento os técnicos seguem em campanha permanente para a redução da jornada.

A luta pelas 30 horas na UFPR é um exemplo para demais IFEs!

Ainda que a resolução 56/11 preveja uma comissão indicada pelo Reitor Zaki Akel para acompanhar o processo, que na prática emperra seu andamento, o documento é o amparo legítimo para cobrar da instituição a sua execução e é necessário que haja pressão política para que a Jornada de 30 horas seja uma realidade para todos os trabalhadores. Inclusive a luta dos TAEs da UFPR pelas 30 horas é hoje exemplo vanguardista para demais instituições a níveil nacional.

Carla Cobalchini, diretora do Sinditest, lembrou que a conquista da resolução 56/11 só foi possível por conta da união dos trabalhadores na greve de 2011, que conseguiram fazer um grande debate dentro do COUN da UFPR sobre as 30 horas e não saíram da greve enquanto não foram atendidos. Para Luiz Fernando Mendes, diretor sindical, brigar pela redução da jornada de trabalho significa disputar um projeto de sociedade mais justo, sem exploração. “É preciso a gente debater, se reunir, se organizar, discutir juntos os problemas que enfrentamos e as conquistas que precisamos fazer”, argumentou o diretor.

Luiz Fernando Mendes, diretor do Sinditest

O servidor Vitor Ramalho Leite, do campus da UFPR de Jandaia do Sul, entende a jornada de 30 horas como um ganho para toda sociedade, tendo em vista a revolução tecnológica, que possibilita ganho de tempo na execução das tarefas, e da própria consciência do trabalhador. “A gente passa a não só ter mais qualidade de vida, mas também a ter uma administração pública muito mais gerencial, voltada para realidade. Não é só um ganho para os técnicos administrativos, mas um ganho de consciência para toda a administração pública”.

Além do GT, a assembleia também aprovou que sejam feitas reuniões setoriais para debater o tema, com o apoio da assessoria jurídica do Sinditest. O primeiro local sugerido foi a UFPR Litoral. Juntamente com a cartilha sobre 30 horas, os servidores solicitaram a distribuição da cartilha sobre assédio moral – queixa permanente dos trabalhadores pois passam por essa situação frequentemente nos seus locais de trabalho – e uma campanha contra o assédio, em parceria com a APUFPR (sindicato dos professores).

Servidores demonstraram disposição para lutar pelas 30 horas!

Adriana Possan
ASCOM Sinditest

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