Fundação atrasa vale-alimentação; trabalhadores podem entrar em greve na segunda,2

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Em severo descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho a Fundação de Apoio à UFPR atrasou o vale-alimentação. No início da manhã o movimento dos trabalhadores foi espontâneo em direção ao sindicato. Sem receber o benefício, inconformados com a situação, os trabalhadores se recusaram a desenvolver suas atividades. Em assembleia, aprovaram greve a partir de segunda, dia 2 de maio.

“A gente aqui é muito sensível, só que somos sensíveis até o ponto que não falta comida em casa”, reclamou Ednéia Pereira, que trabalha na Creche Pipa Encantada. De acordo com a 6ª cláusula do ACT os trabalhadores deveriam ter recebido ainda ontem o vale no valor de R$476. “A gente pode dizer não. O que a gente não pode é ser explorado todo dia e chegar em casa e não ter nada pra comer”, emendou Carmen Luiza Moreira, coordenadora geral do Sinditest.

Ontem, 28, em reunião do COUN o reitor Zaki Akel foi comunicado sobre o atraso no vale-alimentação, entretanto, declarou que não sabia. Os fundacionais convivem com constantes atrasos, salarial e de benefícios. Não bastasse tudo, tão grave quanto, o depósito do FGTS também tem deixado de ser realizado pela patronal.

Protesto

A categoria decidiu seguir em protesto até a direção do HC e a Reitoria para entregar o ofício comunicando a decisão pela greve. Os trabalhadores deram com a cara na porta na Reitoria, e foram impedidos de entrar.  Somente após a aparição inesperada do vice-reitor Rogério Mulinari uma comissão foi recebida.

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O ofício foi protocolado em plena sessão do CEPE (Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão). Carmen Luiza Moreira reiterou a exposição feita ontem no COUN, sobre os atrasos nos pagamentos e no FGTS, e avisou que as assembleias permanentes para prevenir atrasos vão continuar. “É muito triste a gente chegar na frente de uma autoridade da universidade e ela dizer que não sabia. É humilhante”, declarou.

Mulinari se comprometeu que ao longo do dia de hoje o depósito do vale-alimentação será feito. Caso isso não ocorra, a categoria mantém a decisão de paralisar as atividades a partir de segunda-feira.

Dando continuidade ao protesto, com o apoio do sindicato, a categoria fez um “marmitaço” de almoço em frente ao prédio.

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Sobrecarga

Com a contratação de médicos, alguns ambulatórios foram abertos no HC, com isso a demanda pelo serviço administrativo aumentou, entretanto, o contingente de funcionários permanece o mesmo. O resultado é o aumento exaustivo de trabalho, denunciaram os trabalhadores durante a assembleia. “Estão aumentando os ambulatórios, mas não tem funcionário. Termino meu expediente e tem uma fila de pacientes esperando e não tem como deixar eles lá. É desgastante pra gente”, conta Patrícia Regina da Silva.

Adriana Possan
Assessoria de Comunicação do Sinditest-PR

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