UNIMED ameaça rescisão a partir de outubro

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Uma assembleia, convocada para hoje à tarde (17), definiu uma contraproposta para o reajuste do plano de saúde apresentado pela UNIMED. A operadora exige um aumento de 52,14% sobre o contrato atual, cuja cobertura abrange 2366 vidas – a maioria delas na terceira idade. Os filiados e filiados votaram pela contraproposta de aumento de 20% na mensalidade – valor baseado na inflação médica, 30% na coparticipação e do teto de R$50 por procedimento. “Este ano estamos sendo chantageados: ou é 50% ou os idosos e idosas ficarão sem assistência”, explica Carlos Pegurski, um dos coordenadores do Sindicato.

A direção do Sinditest corre contra o tempo e luta agora para garantir que o benefício não seja interrompido. O acordo entre as partes deverá ser firmado até o dia 31 deste mês, sob o risco de extinção do contrato. “Isso é um absurdo. A per capita dos trabalhadores e trabalhadoras não consegue acompanhar este aumento. Os nossos salários estão congelados, defasados há muito tempo, vai ser muito difícil para todo mundo. O SUS não dá conta, infelizmente precisamos do plano”, lamentaram os participantes da assembleia.

Documentos que justifiquem o acréscimo exorbitante já foram solicitados para a Unimed. Desde 2009, o benefício é oferecido aos filiados e filiadas. “O plano hoje é muito vantajoso para quem esta na terceira idade – mesmo com o reajuste é mais de 50% mais barato do que o que está sendo praticado no mercado”,relembra o coordenador José Carlos de Assis, que acompanha de perto a questão.

Em ofício, a operadora justifica a nova negociação em um suposto déficit de 114%,  acumulado no período de agosto de 2016 a julho de 2017. A empresa é enfática: caso não haja concordância ameaça rescisão do contrato de plano de saúde a partir de 1º de outubro com último dia de atendimento em 31 de novembro.

A situação preocupa a comissão. “Muita gente depende do plano, inclusive temos muitos filiados que não puderam comparecer a esta assembleia justamente porque estão em tratamento. Principalmente os aposentados e aposentadas, que são maioria entre os titulares”, alerta Glaci Schluga, membro do grupo de trabalho que negocia com a Unimed. Ela convoca: “convidamos os outros usuários para que construam com a gente uma estratégia para solucionar da melhor maneira esta situação”.

Ainda no ofício, a Unimed afirma: “informamos que foi reajustado o limite de coparticipação, porém, importante destacar que houve benefício para o resultado do contrato. Se não tivesse ocorrido a alteração do teto de coparticipação a necessidade de reajuste para o próximo ano seria maior”.

Uma nova assembleia para bater o martelo sobre o valor da negociação está marcada para a próxima segunda-feira, dia 23, às 14 horas, no Anfi 100. Fique atento às nossas redes sociais e participe!

Silvia Cunha,
Assessoria de Comunicação e Imprensa Sinditest-PR

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