UFPR: assembleia comunitária aprova pauta unificada

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Técnicos, estudantes e professores da UFPR levarão para a próxima mesa de negociação cinco itens que representam reinvindicações conjuntas da categoria.  Os estudantes ocupam a reitoria no momento para exigir negociação efetiva.

Os TAEs manifestaram durante a assembleia comunitária nesta manhã solidariedade à luta dos estudantes. Para a dirigente Carla Cobalchini é preciso valorizar e compartilhar o ganho político da ocupação estudantil, sobretudo, porque este momento é de radicalização do movimento paredista a nível nacional.

 

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Carla: “A greve está unificada e radicalizada para dizer para o governo que nós não aceitamos as migalhas que está oferecendo”.

A abertura do orçamento da universidade é o principal item da pauta unificada, necessária para prever o impacto sobre os R$9,4 bilhões que deixaram de ser investidos nas universidades públicas federais. Segundo a estudante Bruna Ornelas, da ANEL, estudantes não só da capital, mas dos campi do interior,  estão mais mobilizados devido aos impactos do corte orçamentário. “A nossa greve está forte, está atingindo locais que antes não atingia e isso é reflexo da precarização da universidade”.

Carla salientou que o governo anunciou para 2016 cortes ainda maiores para o setor público e que a situação para os trabalhadores ficará pior a cada dia. “Estamos em quase 100 dias de greve, estamos lutando contra os cortes no orçamento e contra o ajuste fiscal, não estamos lutando pelo nosso umbigo, a luta não se restringe a apenas as pautas de greve”.

O Sinditest fez um chamado aos estudantes e professores a participarem da Marcha dos Trabalhadores e Trabalhadoras em São Paulo no dia 18 de setembro. “Uma marcha independente dos patrões e do governo, uma marcha verdadeiramente do terceiro campo, o campo dos trabalhadores”, finalizou Carla. Hoje, 02, às 19 horas haverá uma Plenária Sindical e Popular no RU Central para organizar a Marcha.

Confira os itens da Pauta Unificada de Greve:

1 – Abertura das contas da UFPR;
2 – Manutenção da assistência estudantil sem corte de bolsas;
3 – Iluminação adequada nos campi;
4 – Não criminalização do movimento grevista;
5 – Revogação da contratação da EBSERH.

Adriana Possan
Assessoria de Comunicação do Sinditest

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