Sindicato acompanha há anos a revisão dos adicionais e agora questiona por que o PA Pediatria teve reconhecimento do grau máximo enquanto outros setores continuam aguardando encaminhamentos
A luta do SINDITEST-PR pela revisão dos adicionais de insalubridade e periculosidade no Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (CHC-UFPR) não começou agora. A entidade vem cobrando providências diante de cortes, diferenças de enquadramento e situações em que trabalhadores submetidos a condições semelhantes recebem tratamentos distintos.
Em 2024, o Sindicato atuou judicialmente pelo restabelecimento do adicional de insalubridade de trabalhadores da Farmácia Satélite do Centro Cirúrgico e buscou a extensão do direito a outros profissionais atingidos pelos cortes. Já em maio de 2025, o SINDITEST-PR cobrou formalmente da Superintendência a criação de um Grupo de Trabalho para revisão das condições de insalubridade e periculosidade no hospital.
A mobilização resultou na formação do GT e no início das visitas técnicas. Durante o processo, ficou definido que determinados setores seriam avaliados como referência para unidades com características semelhantes: a UTI 3 para as UTIs, o Centro Cirúrgico Obstétrico para os Centros Cirúrgicos e a Unidade de Referência (UR) para os Prontos Atendimentos. Essas três perícias já haviam sido realizadas, enquanto outras avaliações permaneciam pendentes.
Em junho deste ano, o SINDITEST-PR informou que a luta pela revisão dos percentuais já durava cerca de um ano e meio e voltou a defender que trabalhadores submetidos aos mesmos riscos tenham tratamento igualitário. O cronograma também previa o PA Maternidade como próximo setor a passar por revisão.
Sindicato questiona encaminhamento dado ao PA Pediatria
Agora, uma nova situação reforça a cobrança por isonomia. O SINDITEST-PR recebeu a informação de que uma avaliação realizada no PA Pediatria resultou na emissão de portaria reconhecendo grau máximo de insalubridade para os trabalhadores da unidade.
O Sindicato deixa claro que não questiona o direito conquistado pelos trabalhadores do PA Pediatria. A questão é por que o reconhecimento avançou nesse setor enquanto outras unidades já avaliadas continuam aguardando a conclusão dos laudos ou os respectivos encaminhamentos.
Se a UR foi utilizada como referência para os Prontos Atendimentos e outros setores também já passaram por perícias, o SINDITEST-PR quer saber quais critérios estão sendo utilizados e por que não houve o mesmo avanço para todas as unidades que apresentam condições equivalentes de exposição.
A cobrança também alcança setores como Maternidade, Triagem e Coleta do Laboratório, além das demais unidades que possam se enquadrar nos mesmos critérios técnicos.
Para o SINDITEST-PR, a reivindicação é simples: se as condições de trabalho e de exposição são equivalentes, o tratamento também precisa ser. A entidade cobra transparência, conclusão dos processos pendentes e isonomia na concessão dos adicionais a todos os trabalhadores e trabalhadoras do CHC-UFPR.
Veja as matérias anteriores sobre a luta pela insalubridade
Boletim Jurídico: ação da Ebserh e adicional de insalubridade — junho de 2024
SINDITEST-PR cobra implantação de GT sobre insalubridade e periculosidade — maio de 2025
Grupo de Trabalho inicia visitas para revisão dos adicionais — setembro de 2025
Comunicado aos servidores do HC e trabalhadores da Ebserh — junho de 2026