A publicação da primeira portaria de concessão do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para um Técnico-Administrativo em Educação da Universidade Federal de Lavras (UFLA) representa um marco importante na implementação de uma das principais conquistas da greve nacional da categoria. A medida demonstra que, onde há regulamentação e vontade administrativa, o direito começa a sair do papel e se transformar em valorização concreta dos(as) servidores(as).

Servidor técnico-administrativo em educação Evaldo Elias dos Santos, vigilante da Diretoria de Trânsito, Segurança e Suporte Acadêmico (Proinfra)
Na UFLA, o primeiro servidor contemplado teve seu processo analisado e homologado pela Comissão de Reconhecimento de Saberes e Competências (CRSC-PCCTAE), após a universidade regulamentar os procedimentos internos para a concessão do benefício. O RSC reconhece os conhecimentos, habilidades e experiências adquiridos ao longo da trajetória profissional dos(as) TAEs, valorizando saberes construídos no exercício do trabalho, para além da formação acadêmica formal.
Para o SINDITEST-PR, a iniciativa da UFLA comprova que a implementação do RSC já é uma realidade em algumas instituições federais e reforça a necessidade de que as universidades do Paraná acelerem seus processos internos.
Embora o Decreto nº 13.048/2026 tenha regulamentado nacionalmente o RSC-PCCTAE, a efetivação do direito depende da constituição das comissões, da regulamentação interna e da abertura dos processos de solicitação em cada instituição.
No Paraná, os(as) servidores(as) da UFPR, UTFPR, UNILA e demais instituições federais de ensino ainda aguardam o início efetivo da concessão do benefício. O SINDITEST-PR acompanha permanentemente esse processo e segue cobrando das administrações universitárias agilidade na implantação dos procedimentos necessários para garantir que a categoria possa protocolar seus pedidos e ter seus processos analisados.
A conquista do RSC é resultado direto da mobilização da categoria e das negociações construídas nacionalmente. Agora, é fundamental que esse direito seja implementado com rapidez, transparência e segurança jurídica, assegurando que nenhum servidor ou servidora seja prejudicado por atrasos administrativos. O exemplo da UFLA demonstra que é possível avançar. O desafio, agora, é fazer com que essa realidade também chegue às instituições federais do Paraná.