Pela primeira vez na história, assembleia de base escolhe comissão que vai conduzir eleições

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A Chapa 1, ligada à atual diretoria, obteve 111 votos, dos 148 possíveis.

Nos moldes do novo estatuto do Sinditest-PR, aprovado em fins de maio, uma assembleia de base escolheu na manhã desta quinta-feira, 10, a comissão que vai conduzir as eleições da nova diretoria do sindicato. Antes, as comissões eram apenas nomeadas por quem ocupava a direção.

Com 111 votos favoráveis, a Chapa 1, ligada à atual diretoria, ganhou o direito de indicar quatro membros; a Chapa 2, montada pela oposição, teve 37 votos e indicará um. Ao todo, foram 148 filiados credenciados a votar.

Com isso, fica garantido que a comissão eleitoral terá representantes de fora da UFPR, já que a Chapa 1 era a única com integrantes de outras universidades. “Foi a chapa que se interessou em puxar gente da UTFPR, como é o meu caso, gente da Funpar. Isso é importante para um sindicato que quer ser estadual”, defendeu o técnico administrativo Fabrício Gomes.

A votação transcorreu de forma tranquila. “Foi a primeira prova concreta que tivemos do acerto que foi a mudança do nosso estatuto”, avaliou Maurício de Souza, servidor da UFPR Litoral.

Aprovada a contraproposta do comando nacional de greve
Ainda da manhã de hoje, os servidores aprovaram a contraproposta formulada pelo comando nacional de greve, que garante a reposição da inflação nos próximos dois anos. Segundo a proposta, os técnicos administrativos devem ter reajustes de 9,5% em 2016 e 5,5% em 2017. O texto também traz uma cláusula que compromete o governo a rever os índices caso as estimativas de inflação sejam superadas. A discussão deve ser colocada ainda hoje na mesa de negociação com o Executivo.

A última proposta do governo previa um reajuste de 10,8% dividido em dois anos.

Antes da assembleia em Curitiba, pareceres favoráveis à orientação do comando já haviam sido emitidos pelas cidades de Francisco Beltrão, Ponta Grossa, Guarapuava e Foz do Iguaçu.

Moção de repúdio
A assembleia desta quinta ainda aprovou uma moção de repúdio a atos machistas que têm ocorrido no comando nacional de greve. Segundo relato, o ápice aconteceu na reunião do último dia 08, em Brasília, quando uma representante do Paraná foi duramente agredida, verbalmente e com gestos ostensivos, por outro integrante, de Santa Catarina. A moção será encaminhada ao comando, com o pedido de uma retratação pública por parte do agressor.

Sandoval Matheus,
Assessoria de Comunicação do Sinditest-PR.

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