Negociações do acordo coletivo Funpar/HC serão retomadas nesta quarta, 11

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Trabalhadores Funpar/HC em passeata pelo centro de Curitiba. O cartaz faz referência ao presidente do Senalba-PR, Juvenal Pedro Cim, que fez uma tentativa de absorver a base de funcionários contrados por meio da Fundação no Hospital de Clínicas.

Trabalhadores Funpar/HC em passeata pelo centro de Curitiba. O cartaz faz referência ao presidente do Senalba-PR, Juvenal Pedro Cim, que fez uma tentativa de absorver a base de funcionários contrados por meio da Fundação no Hospital de Clínicas.

As negociações do acordo coletivo 2016/2017 dos trabalhadores Funpar/HC serão retomadas nesta quarta-feira, 11, a partir das 10 horas, em uma reunião ainda sem local definido, mas que envolverá representantes do Sinditest-PR, da comissão de negociação da cotegoria e da Fundação da Universidade Federal do Paraná.

O Sinditest-PR garantiu o direito de representar os trabalhadores da Funpar/HC ao término da audiência de dissídio coletivo que aconteceu na tarde desta terça-feira, 10, na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 9ª Região. A audiência durou mais de duas horas. Ao fim, o Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de Orientação e Formação Profissional no Paraná (Senalba-PR), que reivindicava a base da Funpar no HC, abriu mão da categoria até que um recurso extraordinário interposto no Supremo Tribunal Federal seja julgado (leia mais abaixo). Mas isso, como lembrou a desembargadora que presidia a audiência, Marlene Suguimatsu, pode levar anos. “Essas decisões, até pelo próprio volume de processos, não acontecem do dia para a noite”, avisou. “Pode demorar meio ano, dois anos, três anos, cinco anos.”

Como parte do acordo firmado nesta terça, os trabalhadores da Funpar/HC suspenderam a greve geral logo após a audiência, em uma assembleia realizada às portas do TRT, no fim da tarde. Eles devem retornar ao trabalho amanhã, a partir das 7 horas.

Desde as 8 horas desta terça, os grevistas estavam reunidos em frente ao Hospital de Clínicas, onde pintaram faixas e confeccionaram cartazes. Às 11 horas, cerca de 300 trabalhadores saíram em passeata até a sede do TRT, na esquina da Alameda Doutor Carlos de Carvalho e da Rua Visconde do Rio Branco, uma região nobre do centro de Curitiba. Lá, por volta das 13 horas, almoçaram marmitas na calçada em frente ao Tribunal, em um ato que batizaram de “marmitaço”.

A audiência
Desde o início, a desembargadora Marlene Suguimatsu deu a entender que a legitimidade de representação dos trabalhadores da base da Funpar/HC era do Sinditest-PR. “Há mais de 24 anos é esse sindicato que vem assinando os acordos coletivos dessa categoria”, manifestou-se o assessor jurídico do Sinditest-PR Avanilson Araújo. A desembargadora concordou. “Sim. O que temos aqui é uma disputa entre representação formal e representação prática, que é aquele sindicato com o qual o trabalhador mais se identifica.”

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A desembargadora também deixou claro que, no seu entender, a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) diz respeito apenas à Maternidade Vitor Ferreira do Amaral. “Não me parece que essa decisão se estenda ao Hospital de Clínicas.”

O recurso extraordinário que hoje está no STF foi interposto pelo Sindicato dos Empregados nos Estabelecimentos em Serviços de Saúde de Curitiba (Sindesc), que no imbróglio jurídico que se estabeleceu, acabou perdendo a base da Maternidade Victor Ferreira do Amaral para o Senalba. Na ata da audiência desta terça, a assessoria jurídica do Sinditest-PR pediu para que fosse claramente registrado que, independente do que julgue o STF, não considera que a decisão se estenda ao corpo do Hospital de Clínicas. “A partir daí, se for necessário, a gente vai brigar de novo”, disse Avanilson Araújo.

A partir de amanhã, serão retomadas as negociações do acordo coletivo. “Saímos vitoriosos dessa etapa. Agora, encerramos a greve e vamos para o enfrentamento típico de uma campanha salarial”, analisou ele.

Sandoval Matheus,
Assessoria de Comunicação do Sinditest-PR.

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