Mais de 50 escolas ocupadas no Paraná; SINDITEST apoia a luta dos secundaristas

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“A gente não tem data pra sair daqui”. É o que afirmam os(as) estudantes do Colégio Estadual do Paraná, em Curitiba, que ocupam, desde a última quinta-feira (6), a maior instituição de ensino público do estado. Os(as) alunos(as), organizados(as) de forma independente, protestam contra a Medida Provisória 746, imposta pelo governo Michel Temer. Outras 50 escolas de diversos municípios paranaenses seguem ocupadas pelos(as) secundaristas, que prometem não recuar até que a proposta de Reforma do Ensino Médio seja revogada.

Entre as principais críticas dos alunos e alunas à MP, está a alteração da estrutura curricular. Disciplinas como sociologia, filosofia, educação física e artes, perdem a obrigatoriedade – português e matemática seguem firmes no currículo. “Somos contra a privatização do ensino, não concordamos com empresas financiando um serviço que é público. Acreditamos que a medida vem para acabar com o conhecimento de verdade, com o saber lúdico, que também é extremamente necessário para a formação do pensamento crítico e para que a gente, no futuro, não se torne mão-de-obra barata”.

No Colégio Estadual do Paraná, assembleias e comissões de limpeza, segurança, saúde e alimentação estão sendo articuladas pelos(as) alunos(as), que estão à frente de todas as ações. “Estamos organizados para que tudo saia ‘dentro dos conformes’. Queremos que o colégio esteja mais limpo do que quando a gente chegou”, afirmam os(as) secundaristas.

O Sinditest apoia a luta dos(as) estudantes e se une a outros movimentos sociais no enfrentamento aos retrocessos promovidos pelo atual governo. O sindicato convoca a sua base para participação no ato público que acontece neste domingo, às 15 horas, na Praça Santos Andrade. Vamos protestar contra a reforma do Ensino Médio, contra a PEC241 e contra todos os atuais ataques, que atingem principalmente a população que depende dos serviços públicos.

Professores apoiam ocupação

“Se o governo Michel Temer não fez a lição de casa, os alunos das escolas estaduais estão fazendo, protestando de uma forma tranquila e pacífica”, afirmou Eugênia Angélica Eufrásio, professora de sociologia do Colégio Estadual do Paraná e de filosofia no Instituto Erasmo Pilotto.

Para a docente, os(as) estudantes assimilaram os acontecimentos políticos. “Não é tirando educação física, sociologia e história do currículo que você vai melhorar este país. Li a medida provisória e esclareci para os meus alunos, de  forma técnica, o que estaria em jogo. O que eu pude fazer, enquanto professora de filosofia e sociologia, eu fiz. Retirar as disciplinas não vai melhorar em nada”, concluiu.

Clique aqui e confira a nota do Sinditest em apoio aos(às) secundaristas.

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Silvia Cunha,
Assessoria de Comunicação e Imprensa Sinditest-PR

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