Curso de negociação sindical é ofertado a funparianos(as)

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Se qualificar, se preparar e se empoderar com argumentos para combater o discurso patronal e defender os interesses da categoria. Com esse intuito, uma turma de 25 trabalhadores(as) – entre membros da comissão obreira do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) Funpar 2017/2018, funparianos(as) e diretores(as) do Sinditest – recebeu a formação “Negociação Coletiva e Introdução ao Direito do Trabalho”, do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos-Sociais (IBEPS), no último dia 4.

Promovida pelo Sindicato, o curso de oito horas traçou um panorama do contexto da formação dos sindicatos no país, dos períodos da ditatura e pós Constituição de 1988 e da conjuntura atual, em que o governo só promove perdas de direitos. Ministraram o curso o coordenador Nacional do IBEPS, Durval Wanderbroock Junior, e Mário Montanha, cursista do IBEPS, dirigente sindical e assessor do Tribunal de Justiça do Paraná.

“A negociação exige dos(as) representantes(as) dos(as) trabalhadores (as) uma preparação e uma qualificação que facilitam o processo negocial, que permitem que os argumentos dos trabalhadores, suas pautas, sua agenda, sejam expressas e negociadas com a patronal ou com o governo da melhor forma possível, mais benéfica para os trabalhadores e trabalhadoras”, explica Junior.

Simulação

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Na segunda parte do curso, foi realizada uma simulação de uma negociação sindical. “Essa oficina possibilitou aprofundar as táticas usadas pela patronal e seus advogadas para tentar ludibriar os(as) representantes dos(as) trabalhadores(as) na mesa de negociação”, afirma Mariane Siqueira, coordenadora de Administração e Finanças do Sinditest-PR.

A formação não apenas qualificou os membros da comissão obreira para lutar por um ACT vitorioso, mas também preparou trabalhadores(as) da base que têm pretensões de representar a categoria. “A gente tem que ter conhecimento para futuramente poder fazer parte de uma comissão. A gente tem que ter base, consciência e argumentos para poder confrontar o patrão e não levar uma rasteira”, disse a funpariana Josiane de Fátima Kruger, que atua no setor de Engenharia Clínica.

Segundo ela, o curso “deu muita luz em pequenos detalhes, mas que são de grande valia”. “Agora estamos fortalecidos para quando o advogado patronal vier com a conversa de que não tem dinheiro, a gente cobrar de onde é que vem o dinheiro. Como é feito o convênio com a FUNPAR? Onde está a transparência que eles nunca nos deram?”, questionou Josiane.

O Sinditest pretende ofertar novos cursos e formações para empoderar tanto a base quando a direção.

Luisa Nucada,
Assessoria de Comunicação e Imprensa do Sinditest-PR.

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