Administração do HC admite rever aspectos do ponto eletrônico

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A administração do Hospital de Clínicas da UFPR já admite rever alguns aspectos do ponto eletrônico. Um deles é a concentração dos aferidores de frequência em um só local do hospital, o que contraria a legislação, que diz que as máquinas devem estar localizadas perto dos postos de trabalho. “O pessoal do laboratório está pedindo encarecidamente um ponto eletrônico no setor. Eles demoram um tempão se deslocando do lugar em que estão as máquinas até o local de trabalho”, reclamou o diretor do Sinditest-PR José Carlos de Assis.

A observação foi feita na semana passada, durante reunião entre representantes do sindicato e da administração do HC. O hospital se comprometeu a mapear novos pontos para a instalação dos aferidores e também a rever o material do comprovante de jornada que é expelido pela máquina, e que fica com o servidor. Os funcionários do hospital reclamam que o papel e a tinta em que o comprovante é impresso não ficam legíveis sequer por duas semanas. “Isso não pode. Esse papel é a garantia do servidor de que ele cumpriu a jornada”, argumentou o advogado do Sinditest-PR Avanilson Araújo.

A reunião da semana passada ocorreu após pressão da base. O sindicato já havia feito várias solicitações de agenda, mas não obtivera resposta do HC. Na primeira semana de novembro, porém, uma assembleia de trabalhadores realizada no Hall da Direção do hospital pressionou a administração a marcar uma data.

Banco de horas
Servidores presentes na reunião também reclamaram da questão do banco de horas. De acordo com eles, até o advento do ponto eletrônico, os setores do HC usavam uma espécie de banco de horas informal: com a anuência das chefias, eles trabalhavam mais em meses em que a demanda era maior, mas podiam usar essas horas para folgar quando a rotina de trabalho ficava mais amena. Agora, eles correm o risco de perder essas horas, já que o novo sistema não permite que elas sejam lançadas. “Eu sou uma pessoa que tem 60 horas no banco. Eu vou perder isso?”, questionou uma servidora. “As chefias sabiam disso, concordavam com isso, era bom para elas, mas agora não querem admitir o que faziam”, reclamou.

“Isso era muito comum aqui dentro quando não havia a severidade do ponto eletrônico. Então, agora, eu quero fazer um apelo à direção, para que reveja isso, resolva esse problema”, pediu José Carlos de Assis.

Durante a reunião, um outro problema foi detectado no setor de transportes. De acordo com um servidor, lá a chefia obriga os funcionários a baterem o ponto na hora exata da saída, e não aceita que sejam registradas as horas extras. “Eu provo pro senhor que sempre foi assim e que continua sendo”, afirmou o servidor a um membro da administração do hospital. “Isso está errado. Você vai fazer uma notificação para que possamos apurar isso”, solicitou o representante do HC. “Eu já fiz várias reclamações”, garantiu o servidor.

Nova jornada no setor de raio-x
Na reunião da semana passada também ficou acertado um novo encontro, ainda sem data definida, para discutir especificamente a jornada de trabalho dos servidores do setor de raio-x. Recentemente, esses profissionais passaram de 20 para 24 horas semanais. A jornada de 20 horas era praticada já há 15 anos dentro do HC.
“Muitos desses trabalhadores hoje têm duplo vínculo, trabalham também em outros locais. A mudança foi feita de repente, não foi dada a eles a oportunidade de organizar a vida”, argumentou a advogada do Sinditest-PR Josimery Matos Paixão.

Sandoval Matheus,
Assessoria de Comunicação do Sinditest-PR.

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