AÇÃO QUE PEDE EXCLUSÃO DOS VOTOS DA URNA FUNPAR/HC PODE LEVAR A DEMISSÃO DE 700 TRABALHADORES

Após processo eleitoral – ocorrido dentro da normalidade, com ampla participação dos trabalhadores, em uma disputa com três chapas concorrentes -, a Chapa 2 – Sempre na luta, junto com a categoria! – saiu vitoriosa. No entanto, fomos surpreendidos por uma liminar que suspende a posse da chapa eleita e prorroga o mandato da atual gestão, movida por ação feita pouco antes do recesso judicial, no final do ano.  A ação pede que a Chapa 3 seja proclamada vitoriosa com o argumento de que os trabalhadores da FUNPAR/HC não seriam da base do SINDITEST/PR e, portanto, seus votos não teriam validade para o resultado da eleição.

Nada justifica esta ação com nítido intuito eleitoral e a julgamos como de extrema irresponsabilidade, pois caso seja atendida, deixará os trabalhadores e trabalhadoras da FUNPAR/HC sem a representação do SINDITEST/PR justamente no ano em que vence o prazo para o acordo de demissão desses trabalhadores assinado entre o ex-reitor Zaki e o Ministério Público do Trabalho. Aproximadamente setecentos (700) trabalhadores estão com a corda no pescoço e ficarão sem representação sindical.

O SINDITEST/PR defende os trabalhadores da FUNPAR/HC há mais de vinte anos, sendo a entidade reconhecida para firmar diversos acordos coletivos, reverter demissões, atuar contra casos de assédio e demais questões políticas, administrativas e trabalhistas dos trabalhadores do Hospital de Clínicas da UFPR.

O interesse da atual gestão e da chapa eleita é a de negociar com o MPT e atual reitoria a prorrogação deste acordo para que todos os trabalhadores possam se aposentar com tranquilidade. O atual Reitor, Professor Ricardo Marcelo Fonseca, já declarou que está à disposição para encontrar uma solução para esse problema.

Somos contrários a essa ação não somente por alterar o resultado eleitoral, mas pelo risco em que coloca esses trabalhadores. Em nenhum momento, anterior ou durante a eleição, a representatividade dos trabalhadores da FUNPAR/HC foi questionada, seja pelos integrantes das chapas – já que todas tinham em suas composições integrantes vinculados à FUNPAR/HC e consideravam os votos destes funcionários – ou por quaisquer membros da base.

Por que só depois das eleições finalizadas é que o questionamento foi feito? Nós do Sinditest repudiamos totalmente esse tipo de manobra, com uso do judiciário para alterar um resultado eleitoral democrático, sem a mínima preocupação com a vida e o futuro de mães e pais de família.

Esperamos que as lideranças da categoria que encabeçaram as demais chapas na disputa da diretoria do sindicato se sensibilizem com a situação dramática dos trabalhadores e posicionem-se firmemente na defesa da representatividade destes pelo Sinditest, bem como pela legitimidade do processo eleitoral. Afinal, trata-se da atuação do Sindicato na defesa dos trabalhadores (as) da FUNPAR-HC e não do interesse particular de um ou outro.

Nota da atual direção