Na manhã desta segunda-feira (23), o SINDITEST-PR, em conjunto com o Comando Local de Greve do Hospital de Clínicas, protocolou o Ofício nº 040/2026 junto à Superintendência do CHC, apresentando a proposta de organização do revezamento dos servidores e servidoras dos alojamentos conjuntos I e II da Maternidade durante o período de greve. A medida reafirma o compromisso da categoria com a população, ao garantir o funcionamento mínimo do setor, sem abrir mão do exercício legítimo do direito de greve.
O documento estabelece que o revezamento deve ocorrer de forma organizada e pactuada entre os trabalhadores técnico-administrativos em educação e suas chefias imediatas, respeitando estritamente o contingente mínimo necessário para manutenção do atendimento. Também reforça que essa organização deve incluir os trabalhadores da EBSERH, impedindo qualquer tentativa de sobrecarregar apenas parte da categoria ou transferir responsabilidades de forma indevida.
Ao mesmo tempo, o Sindicato e o Comando Local de Greve foram firmes ao denunciar que a situação da Maternidade do CHC, especialmente por se tratar de uma unidade de alto risco, já é marcada há muito tempo por um grave déficit de pessoal. A ausência de dimensionamento adequado e a não implementação de uma reserva técnica mínima de 30% aprofundam a precarização das condições de trabalho, comprometendo tanto a saúde dos trabalhadores quanto a segurança do atendimento prestado à população. Fica evidente que não é a greve que cria dificuldades no serviço, mas sim uma política contínua de negligência com as condições de trabalho e com a estrutura necessária para o funcionamento adequado do setor.
Nesse contexto, o SINDITEST-PR reafirma que a categoria segue cumprindo sua responsabilidade ao garantir o atendimento mínimo, mas não aceitará qualquer tentativa de impor sobrecarga, ampliar indevidamente as escalas ou esvaziar o movimento grevista. A defesa da população não pode ser utilizada como justificativa para intensificar a exploração de quem já trabalha no limite.
Como destacou Ivandenir Pereira, da Coordenação de Assuntos Jurídicos e Relações de Trabalho, “as trabalhadoras e os trabalhadores do Hospital de Clínicas são fundamentais para a força e a legitimidade da nossa greve. São eles que, mesmo diante de condições extremamente adversas, garantem o atendimento à população e, ao mesmo tempo, sustentam a luta por direitos e por melhores condições de trabalho. Valorizar o papel do HC é reconhecer que essa greve só é possível porque há uma categoria consciente, comprometida e disposta a enfrentar a precarização”.
O Sindicato e o Comando Local de Greve seguirão vigilantes diante de qualquer tentativa de desrespeito aos termos pactuados, reafirmando que a luta da categoria é, ao mesmo tempo, pela defesa dos direitos dos trabalhadores e por um serviço público de qualidade para toda a população.
Confira aqui a íntegra Oficio 040/2026 – Revezamento de servidores do alojamento Conjunto I e II do setor de Maternidade durante o período de greve