26 de março é dia Nacional de Luta em Defesa da Educação

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Nesta quinta-feira (26), diversas entidades dos movimentos estudantil, sindical e social farão protestos em defesa da Educação Pública.  A juventude e os trabalhadores vão fazer desse dia uma demonstração de forças nas universidades, nas escolas e nas ruas com o objetivo de  enfrentar governo e dizer não ajuste fiscal  e exigir o fim dos cortes nos serviços públicos.

A manifestação será contra o governo de Dilma Rousseff que nas eleições chamou o país de “Pátria Educadora” e assim que assumiu o cargo cortou R$ 7 bilhões do orçamento do setor.

Clique AQUI para assistir o vídeo da campanha.

Os estudantes enfrentam o caos nas universidades com cortes no repasse de verbas, não repasse de dinheiro para custear bolsas estudantis, além do atraso no pagamento de professores e funcionários dessas instituições.

Mas não só a juventude enfrenta esse drama. Também os trabalhadores estão com pagamentos atrasados sofrendo demissões, arrocho e retirada de direitos.

Enquanto isso, o governo Dilma continua destinando quase metade do orçamento para os banqueiros 
através do pagamento das dívidas interna e externa, cerca de R$ 66,3 bilhões. O Congresso aprovou Orçamento da União para este ano, com previsão de corte de até R$ 80 bilhões nos gastos públicos, como parte do ajuste fiscal do governo. Em contrapartida, aumenta o orçamento para o Fundo Partidário, dinheiro destinado aos partidos, passando de R$ 289 milhões para R$ 867 milhões. É preciso dar um basta!

Os trabalhadores e a juventude já mostram sua resistência e que não vão aceitar esses ataques. Realizaram greves e protestos em diversas partes do país. Como nos casos da greve operária da Volkswagen de São Bernardo e da GM de São José dos Campos e a luta dos operários do COMPERJ e dos garis no Rio de Janeiro. Assim como em várias universidades através das assembleias e lutas que vem ganhando força, em mobilizações contra as políticas neoliberais do governo federal na educação e as medidas políticas e econômicas conservadoras.

Portanto, o dia 26 de março convocado inicialmente por organizações estudantis como Anel, Juntos e Esquerda da UNE foi incorporado por outras entidades do setor como os sindicatos de profissionais da educação estadual do Rio de Janeiro, o Sepe, e o  SindRede de Belo Horizonte, assim como o Andes-SN e o Sinasefe, além de compor o calendário de lutas da CSP-Conlutas.

Vamos fazer um ato nacional em defesa da educação que abra caminho para uma greve geral.
Só por meio de uma forte unidade e da democracia é que seremos vitoriosos nessa luta. Venha para o dia 26!

Estão previstas diversas atividades em praticamente todas as capitais do país. Ocorrerão atos em Porto Alegre (RS), com secundaristas em unidade com várias organizações do movimento sindical e estudantil. Na atividade será incorporada a defesa pelo transporte público de qualidade.

No Paraná está sendo chamado o dia estadual em defesa da Educação que comporá o calendário nacional, com manifestações universidades estaduais e diversas outras ações. 

Em São Paulo, pela manhã, haverá atividade na Universidade de São Paulo (USP) e na Pontifica de São Paulo (PUC). Às 18h, no Vão Livre do Masp, haverá uma aula pública com a participação o presidente do Sindicato dos Metroviários Altino Prazeres e Guilherme Boulos  do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, entre outras figuras públicas, para debater o momento pelo qual passa o país, com os ajustes de Dilma e uma onda de protestos e lutas acontecendo.

Em Minas Gerais ocorrerá ato na Universidade Federal do estado entre outras ações. 

No Rio de Janeiro, terá uma atividade em Niterói pela manhã na Universidade Federal Fluminense e à tarde um ato unificado na Cinelândia, região central da cidade, com sindicatos entre os quais o Sepe-RJ (professores) que incorporou a da data.

Um quadro mais completo das ações está sendo fechado e assim que estar pronto estará disponível no site.

Há também um evento no Facebook com os atos que irão ocorrer pelo país e está sendo  atualizado com as diversas manifestações previstas. Confirme sua presença virtualmente e também nas ruas.

Fonte: CSP-Conlutas

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