Parada LGBT de Curitiba – Venha somar nas lutas!

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A Parada da Diversidade LGBT de Curitiba será realizada neste domingo (13), com concentração a partir das 12h, na Praça 19 de Dezembro (Praça do Casal Nu), e marcha rumo ao Palácio Iguaçu. Neste ano, o evento tem com tema “E por falar em juventude… juventude LGBT, juventude negra e juventude de terreiro”.

“Não estamos olhando apenas para o movimento LGBT, estamos olhando além dos muros LGBT, que sequer deveriam existir. Temos números alarmantes de extermínio da juventude negra e de ataques à juventude de terreiro. Tivemos episódios de violação de direitos, espancamento e proibição de assistir a aulas pelo simples uso de um objeto ritualístico da umbanda ou do candomblé”, afirma o coordenador cultural da Associação Paranaense pela Parada da Diversidade (APPAD) e produtor da Parada, Márcio Marins de Jagun.

O coordenador conta que, em Curitiba, houve quatro episódios recentes de agressões a adolescentes dentro de sala de aula, pelo fato de estarem utilizando símbolos religiosos como ojás na cabeça ou fios de contas no pescoço. Foram realizados, inclusive, exames de corpo de delito.

Campeão em homicídios

Márcio ressalta, no entanto, que os direitos da população LGBT continuam como pano de fundo. “Seguimos vivendo no país que mais registra homicídios de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais. Existe uma subnotificação, logo, um subregistro desses crimes, e ainda assim o Brasil registra de 350 a 400 homicídios de pessoas LGBT por ano. É um homicídio a cada um dia e meio em razão da orientação sexual ou da identidade de gênero da vítima”, denuncia.

O Paraná esteve, por muito tempo, entre os dois primeiros estados que mais matam LGBTs, em números absolutos, segundo o coordenador. “Esteve à frente inclusive de São Paulo, que tem mais de 44 milhões de habitantes. Hoje, o Paraná está entre o sétimo e o oitavo lugar que mais registra violação de direitos por motivo de orientação sexual e identidade de gênero.”

União nas lutas

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O coordenador de Combate às Opressões do Sinditest, Anderson Gomes, salienta que a luta LGBT é também uma luta de todos(as) os(as) trabalhadores(as). “As reivindicações LGBT não são diferentes das reivindicações da classe trabalhadora. A população LGBT está ciente de todos os ataques que estão vindo do governo e dos motivos pelos quais estamos em greve. Temos que nos incorporar a esse movimento e conscientizar ainda mais a população sobre as ameaças aos nossos direitos.”

A Parada é o maior evento de rua do estado do Paraná, pontua Anderson. Na edição de 2015, 70 mil pessoas foram às ruas, de acordo com a contagem da Polícia Militar. “É uma oportunidade gigantesca de somar as forças. A CSP Conlutas Paraná está apoiando a Parada, através do Setorial LGBT, e o Sinditest também. Domingo é dia de diversão, de comunhão, e participar é um ato político”, finaliza.

A Parada que celebra todas as cores da população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais e pede respeito às diferenças está em sua 17ª edição. É a 12ª edição que a APPAD organiza em Curitiba.

Bota a cara no sol! Vem bater cabelo com a gente!

Luisa Nucada,
Assessoria de Comunicação e Imprensa do Sinditest-PR.

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