Negociações com reitores prosseguem em 2017

4

Neste novo ano, trabalhadores(as) da UFPR, FUNPAR/HC, UTFPR e UNILA, juntamente com o Sinditest, continuarão a pleitear a reposição de trabalho no acordo de compensação pela greve do ano passado. As negociações com as reitorias das instituições, que avançaram a passos lentos na segunda quinzena de dezembro – em razão da proximidade do recesso de fim de ano e, no caso da UFPR, da posse do novo reitor – devem ser retomadas ainda no primeiro bimestre de 2017.

Na UFPR, o reitor recém-empossado, Ricardo Marcelo, havia marcado uma reunião com os(as) grevistas para o dia 22 de dezembro, mas cancelou o encontro. Nova reunião deve ser marcada para este mês. No último dia 19, a comissão eleita pela base para conduzir as negociações apresentou uma nova minuta ao então reitor da UFPR Zaki Akel Sobrinho, na qual defendia a reposição de trabalho, não de horas.

A medida foi uma resposta à proposta da Reitoria, oficializada em 14 de dezembro, que argumenta pela reposição em horas baseando-se em um parecer da Advocacia Geral da União (AGU). Após análise do documento, o advogado do Sinditest Henrique Krammer garantiu que não há recomendação explícita de celebração de acordos de compensação de horas. A interpretação depende da vontade política do gestor, de penalizar ou não os(as) trabalhadores(as) que lutaram por seus direitos.

im124

UTFPR

No último dia 21, foi realizada uma reunião sobre o ponto dos(as) servidores(as) que aderiram à greve na UTFPR, no campus Curitiba. As duas propostas de reposição de trabalho elaboradas pela assessoria jurídica do Sindicato foram rechaçadas pelo reitor Luiz Alberto Pillati, a despeito da recomendação da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que orienta que as reitorias façam acordos com o movimento paredista e cita a celebração de acordos de reposição de trabalho. Anteriormente, o reitor havia afirmado que seguiria o posicionamento da Andifes.

Para a administração, que também interpreta de maneira patronal o parecer da AGU, só existem duas possibilidades: corte de ponto ou reposição de horas. O impasse deve ser resolvido em uma próxima reunião, pré-agendada para o dia 10 de janeiro. A mobilização  segue agora para os campi, com assembleias locais sendo realizadas de 2 a 6 de janeiro. Uma reunião entre a direção do Sindicato e os delegados de base será convocada para o dia da reunião com a Reitoria.

UNILA

Até o momento, não há novidades na negociação na UNILA. Após várias reuniões em que a Reitoria disse entender a luta dos(as) servidores(as), não houve muito progresso. Nas ocasiões, o reitor Josué Modesto dos Passos Subrinho afirmou que ficaria na dependência dos acordos celebrados por outras universidades.

No entanto, o pró-reitor de Gestão de Pessoas, Thiago Cesar Bezerra Moreno, insiste na reposição de horas. Os(as) representantes dos(as) trabalhadores(as) e do Sinditest na UNILA aguardarão o retorno das férias do reitor, que ocorrerá em fevereiro, para dar seguimento à negociação. Devem favorecer os(as) trabalhadores(as) os exemplos de outras instituições que celebraram acordos de reposição de trabalho com os(as) grevistas, como a UFSM e a UFSCar.

Assédio pós-greve

Desde o fim da greve, em 15 de dezembro de 2016, o Sinditest tem recebido vários relatos de assédio por parte de chefias contra os(as) trabalhadores(as) grevistas.

A greve é um direito de todo(a) trabalhador(a), previsto na Lei 7783/89 e na própria Constituição Federal. Todos os critérios e limites estabelecidos nesta lei foram seguidos pelo Sinditest, ou seja, não há razão para retaliação por parte da administração ou chefias.

No caso da FUNPAR/HC, a greve chegou a ser judicializada pela patronal e, mesmo assim, foi mantida pelo juiz sob condições expressas de manutenção de 50% do atendimento, as quais foram atendidas.

No caso dos(as) servidores(as) técnico-administrativos(as) da UFPR, UTFPR e UNILA, as negociações sobre a reposição de trabalho não estão encerradas. Portanto, em nenhum dos casos as chefias estão autorizadas a descontar ou ameaçar os(as) trabalhadores(as) com o corte do ponto, ou com medidas de retaliação como discriminação dos(as) trabalhadores(as) que participaram da greve em relação a escala de trabalho, férias, ou outra ação similar.

A Direção do Sinditest-PR orienta aos(as) trabalhadores(as) que, diante de qualquer prática anti-sindical que ameace o direito de greve, o(a) trabalhador(a) deve remeter essa situação ao Sinditest que tomará providências necessárias, inclusive incorporando esse tema nas negociações sobre o encerramento da greve.

Compartilhar.

Autor

4 Comentários

  1. 220891 198955You produced some decent points there. I looked on the internet for the concern and identified most individuals will go along with with your internet site. 739890

  2. 730636 805581I just want to let you know that Im extremely new to weblog and honestly liked this internet site. Far more than likely Im planning to bookmark your weblog post . You definitely come with exceptional articles and reviews. Bless you for sharing your internet web site. 381866

Leave A Reply

X