A recente divulgação de que a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) passa a adotar o nome HU Brasil marca uma mudança na identidade institucional da rede de hospitais universitários federais. Segundo o governo, o objetivo é tornar a comunicação mais simples e aproximar a população do papel estratégico desses hospitais no SUS, no ensino e na pesquisa.
A nova marca busca reforçar a ideia de integração nacional dos hospitais universitários e valorizar sua atuação como rede pública de saúde, responsável pela gestão de 45 unidades em todo o país. No entanto, para os trabalhadores e trabalhadoras da base, a mudança de nome não resolve os problemas estruturais que seguem presentes no cotidiano dos HUs.
Em meio à adoção da nova identidade ´HU Brasil´, cresce a mobilização local e nacional da categoria, que denuncia a precarização das condições de trabalho, a falta de valorização profissional e o avanço de modelos de contratação que fragilizam os vínculos públicos. Greves em diversos estados expressam o descontentamento com a ausência de respostas concretas às reivindicações históricas da categoria.
A realidade vivida nos hospitais universitários evidencia que o debate vai muito além da comunicação institucional. Trabalhadores cobram recomposição salarial, melhores condições de trabalho, respeito aos direitos e fortalecimento do serviço público, diante de um cenário marcado por sobrecarga, assédio e perda de autonomia universitária.
Para o movimento sindical, é fundamental afirmar: não basta mudar o nome – é preciso mudar a realidade. A construção de uma rede forte de hospitais universitários passa, necessariamente, pela valorização de quem sustenta o funcionamento dessas unidades no dia a dia: os trabalhadores e trabalhadoras. Sem isso, qualquer rebranding se limita à aparência, sem enfrentar os desafios concretos da saúde pública e da educação no país.
SINDITEST-PR segue na luta em defesa dos trabalhadores dos HUs, do SUS e da universidade pública.