A greve nacional, deflagrada em 23 de fevereiro, ganha força em todo o país com um objetivo claro: exigir o cumprimento integral do Termo de Acordo de Greve de 2024. O Governo Federal falhou em implementar conquistas que sequer dependiam de base orçamentária.
A paralisação cobra os itens descumpridos ou desfigurados pelo governo, entre eles: Jornada de 30 horas: Regulamentação para todas e todos; RSC Universal: Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) deve abranger toda a categoria, incluindo aposentados, sem as restrições impostas pelos recentes projetos do governo; e Carreira: Racionalização dos cargos, reposicionamento dos aposentados e democratização das Instituições Federais de Ensino (IFE).
O movimento já conta com a adesão de mais de 41 instituições em todas as regiões do Brasil. No Paraná, a base do SINDITEST-PR demonstrou sua força com a deflagração da greve na UFPR, UTFPR e UNILA. Além da paralisação local, os delegados do SINDITEST-PR estão em Brasília compondo o Comando Nacional de Greve (CNG), participando ativamente das decisões e pressionando diretamente nos espaços de poder.
Negociações – O CNG, com a participação dos nossos delegados, já iniciou uma forte pressão institucional. Com o MEC, em reunião no dia 25 de fevereiro, foi cobrada a regulamentação da jornada de 30 horas, com a promessa de início da construção dessa norma no âmbito do Ministério. No Senado Federal, o Comando está dialogando com senadores para aprovar emendas aos PLs 5874/25 e 6170/25. O foco é garantir o RSC irrestrito (para ativos e aposentados) e assegurar a jornada de 30 horas mantendo o conceito de atendimento a “usuários internos e externos”.