O Senado Federal aprovou o fim da lista tríplice para a escolha de reitores e reitoras das universidades e institutos federais. A proposta segue agora para sanção presidencial e representa um avanço importante na luta pela autonomia universitária e pela gestão democrática.
Até então, as instituições realizavam consultas à comunidade acadêmica, mas enviavam três nomes ao governo federal, que podia escolher qualquer um deles — inclusive candidatos que não foram os mais votados. Com a mudança, a nomeação deverá respeitar o resultado da consulta realizada nas instituições, fortalecendo a decisão da comunidade acadêmica.
Para os técnicos-administrativos em educação (TAEs), a medida reforça o papel da participação coletiva na escolha das gestões e reduz as possibilidades de intervenções externas nas universidades e institutos federais. A valorização da consulta interna fortalece a luta histórica das entidades da educação por democracia institucional e respeito à autonomia das IFEs.
Apesar do avanço, o movimento sindical segue defendendo novas conquistas, como eleições paritárias entre docentes, estudantes e técnicos-administrativos e maior participação dos TAEs nos espaços de decisão.
A aprovação do fim da lista tríplice é resultado da mobilização das entidades da educação e representa mais um passo na defesa das instituições públicas, democráticas e socialmente comprometidas.