Dia do Aposentado foi marcado por mobilização e cobranças ao Governo Federal

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Neste sábado, 24 de janeiro, apresentou um simbolismo duplo para a classe trabalhadora brasileira: celebrou-se o Dia do Aposentado e os 103 anos da Previdência Social, instituída originalmente pela Lei Eloy Chaves em 1923. No entanto, para os servidores técnico-administrativos em educação, a data em 2026 transcende a homenagem e se consolida como um chamado urgente à resistência. A categoria, articulada nacionalmente pela FASUBRA Sindical, utiliza a efeméride para denunciar o descumprimento de acordos firmados pelo Governo Federal após a última greve histórica, exigindo que o reconhecimento pelo tempo de serviço se traduza em respeito prático aos direitos conquistados.
Neste cenário de luta, a representatividade local ganha força com a atuação de lideranças que vivenciam a realidade da aposentadoria e da militância. É o caso de Márcia Messias, delegada do SINDITEST-PR e atual Coordenadora de Saúde do Trabalhador. Como aposentada, Márcia personifica a premissa de que a mobilização não encerra com o fim do ciclo laboral. Sua participação reforça a voz dos servidores do Paraná na cobrança pelo cumprimento integral das pautas acordadas, destacando que a dignidade de quem dedicou a vida à educação pública depende da vigilância constante contra o apagamento de direitos e o abandono institucional.
A mensagem central do movimento é clara: a aposentadoria não deve ser encarada como um privilégio, mas como um direito fundamental que exige manutenção e respeito. Os sindicatos reiteram que a unidade da categoria permanece inabalável, unindo ativos e inativos na pressão sobre o governo para que os compromissos assumidos na mesa de negociação saiam do papel. Para os trabalhadores da educação, este 24 de janeiro serve como um lembrete de que a memória e a organização coletiva são as únicas garantias de que o legado de décadas de serviço público não será desvalorizado frente às pressões políticas.
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