Descaso: em reunião com entidades, Ministério da Economia evita negociar pauta de servidores federais

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Na última sexta-feira (21), as entidades que compõem o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) e o Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate) se reuniram com o Governo Federal para discutir as reivindicações dos servidores federais, incluindo a campanha salarial para o ano de 2019.

Além dos salários, o encontro com o diretor do Departamento de Relações do Trabalho no Serviço Público do Ministério da Economia, Cleber Izzo, também debateu questões providenciais para as condições de trabalho da categoria e para a manutenção dos serviços públicos oferecidos a toda a população brasileira.

A pauta contou com temas indispensáveis como a Emenda Constitucional (EC) 95/2016, que estabeleceu um teto para investimentos que tem resultado no sucateamento da educação pública; a Medida Provisória (MP) 873/2019, que dificulta propositalmente o recolhimento da contribuição sindical, incluindo a mensalidade dos filiados; o controle de ponto para servidores técnico-administrativos; a Reforma da Previdência; a reestruturação de carreiras; e o abono permanência, entre outros.

No entanto, apesar da grande importância desses temas para os servidores, as discussões não parecem ter o mesmo peso para o Governo Federal. Durante a reunião, as entidades representativas ouviram que não há nenhuma resposta, posicionamento ou encaminhamento sobre a pauta – apesar de todas essas temáticas estarem em negociação há muito tempo e muitas delas serem consideradas prioritárias na atual conjuntura.

O Ministério da Economia já conhecia as reivindicações, que tinham sido apresentadas pelo Fonasefe e Fonacate em 15 de março. De lá para cá, as entidades precisaram insistir e pressionar muito para que o Governo concordasse em agendar uma reunião para dialogar sobre os pontos. Por isso, o silêncio e a relutância de Cleber Izzo em construir uma negociação concreta e propositiva são ainda mais revoltantes.

“Historicamente, o movimento sindical precisa lutar muito para que as reivindicações sejam atendidas, isso não é novidade. O que chama a atenção dessa vez é que o Governo Federal parece não estar disposto a debater nossa pauta. É uma postura de desrespeito com servidores e servidoras que são fundamentais para manter o país funcionando”, explica o coordenador-geral do Sinditest-PR, Daniel Mittelbach.

As entidades continuarão pressionando para que que uma nova reunião seja agendada em julho.

Fonte: Sinditest-PR

*Com informações da Fasubra

Foto: Site Fasubra

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