Caso não receba até quinta o 13º e reajuste retroativo FUNPAR/HC entra em greve nesta sexta, 22

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A decisão foi tomada pela categoria hoje, 18, em assembleia devida à primeira parcela do 13º e o reajuste salarial retroativo estarem atrasados. “A situação já passou dos limites. Acabaram de assinar o Acordo e agora não pagam a gente”, desabafou Célia Regina de Jesus.

Caso o pagamento não saia até quinta, na sexta-feira, 22, a categoria vai paralisar as atividades, mais uma vez, no Hospital de Clínicas. Os trabalhadores saíram no mês passado de uma longa greve de 16 dias na luta pelo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), porém a Fundação, direção do HC e o Reitor Zaki Akel Sobrinho não cumprem sequer o que acabaram de assinar no documento.

A constância nos atrasos tem posto os trabalhadores em alerta e indignados, eles cobram respeito e compromisso da administração depois de pelo menos duas a três décadas de trabalho no HC. “Infelizmente esse Reitor está com um pé aqui dentro e outro fora, não está interessado no que a gente ainda vai enfrentar”, criticou Rosana Nunes Silva. “Não tem dinheiro, não tem dinheiro, não tem dinheiro, mas nós temos trabalho, temos trabalho, temos trabalho”, enfatizou.

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Rosana: “É duro tanto ter que caminhar e dar muito mais que receber”, citando o trecho da canção popular para os colegas.

Prazo até sexta

Ao se dirigirem até o hall da direção do Hospital de Clínicas os trabalhadores cruzaram com o diretor de assistência Adonis Nasr. Segundo ele o Reitor Zaki está em Brasília para tentar resolver esta falha e que até sexta o pagamento referente ao 13º e ao reajuste salarial retroativo poderá efetuado. “A gente não quer parar, a gente quer trabalhar Dr. Adonis, nunca é cumprido o combinado. O mínimo necessário é o respeito com a nossa categoria”, protestou Edinéia Pereira.

A assessora jurídica do Sinditest, Josimery Paixão, sublinhou a obviedade da obrigação da administração de respeitar a legislação e cumprir sua parte no ACT. “É algo a ser efetivado, não é uma promessa, se fosse isso não precisava ter assinado”.

Hora Extra

“Eu acabei de sair da sala da chefia e fui informado que não vou receber hora extra de junho porque eu fiz greve”, denunciou Gerson Luiz Perle. Os trabalhadores expuseram novamente as retaliações que têm ocorrido por parte das chefias imediatas após a adesão ao movimento paredista e cobraram uma providência de Adônis, que se encarregou de solicitar o nome das chefias e agendar uma conversa.

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