Base aprova que CNG construa saída da greve

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Os(as) trabalhadores(as) da base do Sinditest aprovaram em assembleia geral que o Comando Nacional de Greve (CNG) da FASUBRA irá construir, juntamente com os comandos de greve de outras categorias, a data e a pauta de negociação para uma saída unificada da greve. A assembleia foi realizada nesta terça-feira (6), no pátio da Reitoria da UFPPR.

A próxima assembleia geral terá lugar na UTFPR, na sexta-feira, a partir das 9h30. Na ocasião, a base deve decidir sobre as próximas ações de greve – como um café da manhã na frente da casa do senador Álvaro Dias, que votou a favor da PEC 55.

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Conjuntura

A assembleia teve a participação do professor da rede estadual Marcello Locatelli Barbato, membro da CSP Conlutas, do Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista (#Mais) e da oposição a atual direção da APP sindicato, além da estudante de Ciências Sociais da UFPR e militante da juventude da Insurgência Lara Senger. Os(as) convidados(as) falaram sobre os ataques aos(as) trabalhadores(as), os movimentos de resistência e a necessidade de uma ampla unificação para barrar a retirada de direitos.

Marcello teceu um panorama das conjunturas internacional e nacional. Dentro e fora do Brasil, o cenário é semelhante: ascensão de uma ofensiva da classe dominante em forma de projetos de austeridade e de ajuste fiscal, que priorizam o pagamento de dívidas públicas a banqueiros e retiram dinheiro das áreas sociais.

“Aqui no Brasil existe um acordo entre os partidos de direita, por isso os ataques estão passando tão rápido”, explicou. No País, não somente os direitos econômicos estão ameaçados, mas também as liberdades democráticas. “O direito de greve está ameaçado e há uma ofensiva contra os movimentos de resistência, que estão sendo criminalizados.”

Enquanto isso, pontuou Marcello, a esquerda ainda não está suficientemente unificada para oferecer uma alternativa política ao que está posto. “Os movimentos de massa, como as grandes centrais sindicais, ainda não tomaram uma atitude, não unificaram o conjunto da classe trabalhadora. As direções dessas organizações estão hesitando, e sem unidade não há como barrar os ataques.”

De acordo com o professor, caso o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), realmente caia, a classe trabalhadora não sabe se poderá contar com o sucessor, Jorge Viana (PT), para barrar a PEC 55 e a reforma da Previdência. “O que vem é imprevisível”, disse ele.

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Juventude

A estudante Lara Senger falou sobre as eleições municipais, nas quais houve vitória expressiva de candidatos da direita conservadora e reacionária – da bancada do boi, da bíblia e da bala. “Em contrapartida, também houve uma aglutinação da esquerda e um crescimento de candidatos que defendem as causas LGBT, da juventude negra, das mulheres”, comparou.

Lara comentou sobre a derrota do projeto de conciliação de classes aplicado pelo lulopetismo como o fim de um ciclo. “Temos uma contradição, porque a mesma elite apoiada à mídia que permitiu que Lula e Dilma fossem eleitos se uniram para tirar a Dilma do poder por meio de um golpe institucional.”

A militante localizou os(as) estudantes universitários(as) e secundaristas que ocuparam instituições e colégios como filhos(as) da classe trabalhadora, que podem ter pela frente 20 anos de retrocesso, e defendeu a unificação ampla da juventude com os(as) trabalhadores(as).

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Ponto dos(as) servidores(as)

O coordenador geral do Sinditest José Carlos de Assis informou a base sobre o ofício divulgado pela Andifes sobre a decisão do STF favorável ao corte de ponto. Leia na íntegra aqui.

Agenda

Não perca as próximas atividades de greve:

Quarta-feira (7) – panfletagem a partir das 17h, na Praça Rui Barbosa.

Quinta-feira (8) – segunda parte da oficina Combate ao Racismo e o Mito da Democracia Racial, às 9h30, na Tenda da Greve. Haverá oficina de turbantes.

Sexta-feira (9) – assembleia geral na UTFPR, a partir das 9h30.

Luisa Nucada,
Assessoria de Comunicação e Imprensa do Sinditest-PR.

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