SINDITEST-PR e COREN-PR realizam reunião para buscar uma solução referente à sobrecarga de trabalho da Enfermagem do CHC-UFPR

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Trabalhadores relataram acúmulo de funções; gestão reconheceu problemas no dimensionamento e Sindicato cobrou respostas concretas

O SINDITEST-PR cobrou da gestão do Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (CHC-UFPR) medidas para enfrentar a sobrecarga da Enfermagem. A pauta foi discutida em reunião com o superintendente Adonis Nasr, representantes da Divisão de Enfermagem, do Conselho Regional de Enfermagem do Paraná (Coren-PR), dirigentes sindicais e trabalhadores do hospital.

Participaram pelo Sindicato Ivandenir Pereira, Antônio Neris,  Vilmar da Silva, Wilson Venzel Messias, Pablo Cordeiro da Silva, Ieda Neves de Almeida, Noel Justino a Silva,  e Aguinaldo Gonçalves da Cruz.

A discussão começou com a transferência da arrumação dos leitos para a Enfermagem, mas os relatos mostraram um problema mais amplo. Com equipes já reduzidas, técnicos e enfermeiros deixam a assistência para buscar medicamentos e insumos, transportar materiais e exames, atender demandas de alimentação e cumprir tarefas administrativas.

Um dos relatos sintetizou a preocupação da categoria: “Eu deixo meu colega sozinho e vou lá na farmácia pegar o medicamento. E se eu estivesse sozinho e algum paciente convulsionasse?” 

Para o SINDITEST-PR, é preciso garantir trabalhadores responsáveis pelo transporte de medicamentos e materiais, alimentação e higienização, além de retirar tarefas administrativas indevidas e recompor as equipes de Enfermagem. A falta de pessoal em outros setores não pode continuar sendo compensada com mais funções para quem já trabalha com equipes reduzidas.

Durante a reunião, o superintendente Adonis Nasr reconheceu o problema. “É uma equipe que está com sobrecarga, uma equipe que está fazendo algumas coisas que não lhe competem”, afirmou.

Adonis também afirmou que o dimensionamento considerado adequado formalmente pela sede da Ebserh não representa necessariamente a realidade do CHC-UFPR. Segundo ele, o tamanho do hospital, as distâncias entre os setores e as características específicas das unidades precisam ser consideradas.

A gestão informou que pretende levar a discussão sobre dimensionamento à sede da Ebserh e buscar uma avaliação presencial da realidade do hospital.

O Sindicato, porém, reforçou que dificuldades administrativas não podem justificar a manutenção da sobrecarga. Para Antônio Neris, “o direito do servidor de não levar medicamento da farmácia e não ir no almoxarifado, isso o Sindicato não abre mão. Não vai ter jeitinho.Se é necessário ampliar equipes da Farmácia, melhorar o transporte interno, garantir trabalhadores da higienização ou reorganizar serviços durante a noite, essa responsabilidade cabe à gestão.”

Contrato dos leitos será verificado

Durante a reunião, trabalhadores apresentaram trecho do contrato de higienização que prevê, entre as atividades do serviço, a arrumação de leitos quando solicitada pela Enfermagem.

Diante da informação, Adonis se comprometeu a verificar qual contrato e termo de referência estão vigentes e apresentar uma resposta em até uma semana.

O SINDITEST-PR acompanhará o prazo e cobrará o cumprimento do contrato caso a previsão seja confirmada.

Sindicato acompanhará os compromissos

A reunião deixou como encaminhamentos a análise do contrato de higienização, a continuidade da discussão sobre medicamentos e insumos, a revisão de outras atividades assumidas pela Enfermagem e o debate sobre dimensionamento com a sede da Ebserh.

O SINDITEST-PR também cobrou informações sobre a revisão dos adicionais de insalubridade. O superintendente Adonis ficou de buscar uma atualização sobre as avaliações realizadas e o cronograma dos demais setores.

Para o Sindicato, reconhecer a sobrecarga é importante, mas isso precisa se transformar em respostas concretas. Déficit de pessoal, problemas contratuais e falhas na organização dos serviços não podem continuar sendo resolvidos com mais tarefas para quem já trabalha no limite. O SINDITEST-PR seguirá cobrando condições adequadas de trabalho, respeito às atribuições profissionais e segurança para trabalhadores e pacientes.

 

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