TAEs pressionam Guilherme Boulos e cobram cumprimento integral do acordo de greve de 2024

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A greve dos Técnico-Administrativos em Educação (TAEs) das instituições federais já ultrapassa 70 dias sem avanço efetivo nas negociações com o Governo Federal. Em Curitiba, nesta sexta-feira (08), o Comando Estadual de Greve (CEG) e a coordenação do SINDITEST-PR realizaram uma intensa mobilização durante a Feira da Cidadania para pressionar o ministro Guilherme Boulos e exigir a retomada imediata das negociações e o cumprimento integral do acordo de greve firmado em 2024.O ato reuniu servidores do UFPR, UTFPR e colegas da IFPR (Sindiedutec), além de dirigentes sindicais e apoiadores da greve. A mobilização ocorreu diante do impasse instalado em Brasília entre o Comando Nacional de Greve, a Fasubra Sindical e representantes do Governo Federal.
Durante a manhã, os trabalhadores realizaram manifestação e pressão política na Feira da Cidadania, levando a organização do evento a transferir parte das atividades para o auditório da UFPR/Rebouças, deixando o palco principal vazio durante parte da programação.Na sequência, representantes do Comando Estadual de Greve foram recebidos pelo ministro Guilherme Boulos, ocasião em que entregaram uma carta aberta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e um ofício solicitando a imediata abertura de uma mesa efetiva de negociação com o Governo Federal.
Ofício cobra retomada imediata das negociações – No documento protocolado junto ao ministro, os Comandos Estaduais de Greve destacam que a paralisação já ultrapassa 70 dias e denunciam que o Governo Federal ainda não retomou efetivamente o diálogo com a categoria. O ofício também ressalta a existência de 18 pontos pendentes do Acordo nº 11/2024, firmado entre o Governo Federal e a representação dos servidores técnico-administrativos em educação.
Entre as reivindicações apresentadas ao ministro estão:
– Imediata abertura de uma mesa de negociação efetiva com representação do Governo Federal;
– Apresentação de posicionamento formal acerca dos pontos pendentes do acordo;
– Definição de encaminhamentos concretos para o cumprimento integral das cláusulas ainda não executadas.
O documento afirma ainda que “a retomada das negociações, com compromisso de solução concreta para as cláusulas pendentes, é requisito essencial e inadiável para a normalização das atividades nas instituições federais de ensino”.
Nova reunião no período da tarde – No período da tarde, Guilherme Boulos voltou a receber a coordenação geral do SINDITEST-PR para uma nova rodada de diálogo. Durante a reunião, o ministro novamente assumiu o compromisso de analisar as exigências da categoria e encaminhar a pauta junto ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), em Brasília.
A coordenação sindical reforçou que a greve é resultado direto da falta de cumprimento do acordo firmado em 2024 e da ausência de respostas concretas do governo federal às reivindicações da categoria.Segundo os representantes do movimento grevista, a mobilização em Curitiba teve por finalidade pressionar pela efetiva abertura de mesa de negociação, ampliar a pressão política e demonstrar que os trabalhadores da educação federal permanecem mobilizados e dispostos a manter a luta até que os compromissos assinados sejam efetivamente cumpridos.
Na carta entregue ao ministro, os comandos de greve afirmam que não aceitarão “tentativas de vencer os trabalhadores pelo cansaço” e cobram respeito aos servidores da educação pública federal.
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