Edital 022-2026 – Paralisação Nacional
Em reunião realizada na manhã desta segunda-feira (23), na Sede Social do SINDITEST-PR, a coordenação e lideranças dos técnicos-administrativos em educação (TAEs) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) e da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) deliberaram paralisação dia 27 de fevereiro e realização de assembleia no pátio da UFPR às 08h30 (primeira chamada) e 09h00 (segunda chamada). Na pauta da assembleia: Avaliação da conjuntura e votação sobre a deflagração de greve por tempo ilimitado. A reunião ampliada foi conduzida pelos coordenadores Antonio Neris e Wilson Messias, com participação do coordenador de Assuntos Jurídicos e Relações de Trabalho, Ivandenir Pereira, além de delegados e representantes regionais.
Prazo fatal e mobilização total – A deliberação está em sintonia com o calendário nacional de mobilização indicado pela FASUBRA Sindical e reforça a pressão pelo cumprimento integral do Termo de Acordo de Greve nº 11/2024. Desde dezembro, o SINDITEST-PR vem realizando assembleias para eleger delegados, analisar a conjuntura e preparar a base para o momento de decisão. De acordo com o Edital de Luta: É Agora ou Nada!, aprovado pela Coordenação do Sindicato nesta segunda, a categoria aponta que há um “prazo fatal” até o início de abril, em razão da legislação eleitoral, que pode impedir avanços financeiros e administrativos caso não sejam efetivados a tempo
Edital de Luta – 23.02.26 (acesse aqui o Edital completo)
Nos dias 24, 25 e 26 de fevereiro, estão previstas visitas e reuniões nos campi da capital e do interior para orientar realização de reuniões setoriais. Já no dia 27/02 ocorrerá paralisação de 24 horas e Assembleia Geral no pátio da Reitoria da UFPR para avaliar a conjuntura e votar a deflagração de greve por tempo ilimitado
30 horas, RSC e carreira na pauta – Entre os principais pontos ainda não cumpridos do acordo está a regulamentação das 30 horas semanais para todos os TAEs. O SINDITEST-PR GESTÃO SEGUINDO EM FRENTE denuncia que mudanças legislativas e interpretações restritivas vêm limitando o direito a apenas parte da categoria. O debate envolve o Projeto de Lei nº 5.874/2025, que trata da jornada e incorporou discussões do PL 6.170/2025, além dos critérios adotados pelo governo para definir quem atende público externo.
Outro eixo central é o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC). Embora apresentado como instrumento de valorização profissional, o texto aprovado impõe limites orçamentários, exclui aposentados, servidores em estágio probatório, restringe a concessão a até 75% dos ativos e estabelece um processo burocrático de avaliação. Para o sindicato, tais restrições transformam um direito em benefício condicionado, gerando desigualdades dentro da própria carreira.
A racionalização dos cargos também permanece sem solução. Trata-se de uma reivindicação histórica dos TAEs, que busca adequar atribuições e vencimentos à complexidade real das funções exercidas nas instituições federais de ensino.
A categoria reivindica a implementação imediata do Banco de Horas no CHC, garantindo organização da jornada e compensação justa do tempo trabalhado, além da revisão dos adicionais de insalubridade, assegurando o reconhecimento adequado das condições reais de trabalho. Também exige o fim do assédio moral, com políticas efetivas de prevenção e responsabilização, bem como a construção de um Plano de Saúde institucional digno, que atenda às necessidades dos trabalhadores. Na UTFPR, a luta é por respeito e pelo cumprimento rigoroso da Resolução 45/2021, garantindo que processos de remoção e transferência sejam efetivados antes da abertura de novos concursos, valorizando quem já integra a instituição.
Unidade e enfrentamento – O Edital de Luta reafirma a necessidade de unidade da categoria – da ativa aos aposentados – e denuncia tentativas de postergação e esvaziamento das pautas por parte do governo e das administrações locais. O documento também ressalta que a Assessoria Jurídica do Sinditest-PR está em prontidão diante de possíveis medidas autoritárias durante o movimento paredista. Com a decisão pela greve, os TAEs do Paraná sinalizam que a mobilização será intensificada até que o governo cumpra integralmente os compromissos firmados no acordo de 2024, garantindo valorização, isonomia e respeito aos trabalhadores da educação federal.