Paralisação Nacional: mesa discute retirada de direitos

As Reformas Trabalhista, da Previdência e o desmonte do serviço público como estratégia para abrir caminho para a terceirização e a privatização foram tema da discussão que marcou a manhã do Dia Nacional de Paralisação, 14 de setembro, em Curitiba.

Na assembleia temática realizada no pátio da UFPR, estiveram presentes, além do Sinditest e de sua base, representantes de várias categorias: professores(as) universitários(as) da UFPR, guardas municipais, policiais civis, trabalhadores(as) da rede estadual de saúde e trabalhadores(as) do IBGE, além de estudantes e da juventude.

Ataque ao funcionalismo

Os(as) servidores(as) públicos(as) estão sendo demonizados(as), e apontados(as) como categoria privilegiada, cheia de benefícios, ressaltou o coordenador de Combate às Opressões do Sinditest Aderson Spier . “O serviço público não é a grande problema nacional. Eles querem que a população acredite que é o serviço público está comendo o dinheiro dos impostos, enquanto o governo perdoa dívidas milionárias dos bancos e dos grandes empresários”, apontou.

Anderson destacou ainda a terceirização como uma forma de fragilizar os(as) trabalhadores(as). “Empregado público e funcionário público não é a mesma coisa. O funcionário público, enquanto estatutário, tem poder para denunciar desvios, mas o mesmo não acontece com o empregado público, que tem medo da demissão.”

Para o coordenador, momentos como o da assembleia, em que várias categorias do funcionalismo público se uniram, são importantes na luta para garantir a prestação de um serviço de qualidade para a população.

Impactos

Os(as) representantes das outras classes falaram sobre os impactos dos ataques de Temer, que atingem e atingirão não somente os(as) servidores(as) públicos(as), mas a população como um todo. A Reforma da Previdência, por exemplo, ao desmontar a aposentadoria rural, irá promover o êxodo rural, inchando as grandes cidades e submetendo os(as) trabalhadores(as) do campo a condições precárias de moradia, explicou Cássius Cleiton Tavares, do ASSIBGE-PR.

“A Reforma Trabalhista pode parecer boa para o dono da padaria, que se acha empreendedor e está comemorando que vai pagar menos para os dois funcionários que tem. Porém, ele vai perder cliente, porque o trabalhador não vai ter mais renda para continuar comprando. E enquanto isso, estará pagando 14% de juros em um empréstimo, enquanto que os grandes empresários pegam financiamentos a juros baixíssimos com o BNDES”, comparou Cassius.

Elaine Rodella, do SindSaúde, lamentou que os ataques do governo desmotivem a classe trabalhadora, que entram na rotina do cotidiano e na “rotina do salve-se quem puder”. Para ela, a receita para mobilizar a população é enfrentar o desânimo com solidariedade, sorriso no rosto e disposição para conscientizar o povo sobre quais direitos estão em jogo.

Presidente do SINPRF/PR, Sidnei Nunes destacou que os(as) servidores(as) públicos(as) estão na defensiva, lutando para não perder seus direitos. “E quando vamos conquistar novos direitos?”, indagou.

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