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11/04/2017 - EBSERH / Geral

Trabalhadores(as) EBSERH querem mesa de negociação unificada



Técnicos e técnicas da EBSERH aprovaram a realização de uma mesa unificada de negociação da campanha salarial, com a participação da FASUBRA e de todas as entidades representantes da categoria, em assembleia realizada na manhã desta terça-feira (11), no Hospital de Clínicas (HC).

Esteve presente na assembleia o coordenador geral da FASUBRA Gibran Jordão, que garantiu à categoria que a entidade tem legitimidade para representar os(as) técnicos(as) da EBSERH.

“A FASUBRA tem uma carta sindical emitida pelo Ministério do Trabalho que a autoriza a representar os(as) trabalhadores(as) dos hospitais universitários, tanto os(as) RJU (Regime Jurídico Único) quanto os(as) fundacionais e também os(as) funcionários(as) de empresas públicas”, afirmou.

O coordenador, que já esteve presente em diversas mesas de negociação de Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs) da EBSERH, falou sobre a importância da unidade neste momento de retirada em massa de direitos. “Os hospitais universitários hoje são uma verdadeira Torre de Babel, com quatro tipos de vínculos empregatícios: RJU, fundacionais, EBSERH e terceirizados. Isso tem o claro objetivo de desmobilizar os(as) trabalhadores(as), de fazer com que briguem entre si ao invés de se unirem para lutar contra os ataques do governo.”

Gibran traçou ainda um panorama das reformas em trâmite no Congresso Nacional, que farão a classe trabalhadora perder direitos trabalhistas e previdenciários conquistados a custo de muita luta. Além da PEC 287, da Reforma da Previdência, que vai fazer com que muitos não consigam se aposentar, está em curso a Reforma Trabalhista, que permitirá uma “flexibilização” da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) – na prática, a perda de direitos e benefícios.

“E não é só isso. O projeto de terceirização geral já foi aprovado e sancionado pelo presidente Michel Temer. Os hospitais universitários têm autorização para terceirizar tudo. Daqui a pouco não vai ser nem fundação, nem empresa pública. Vão ser todos trabalhadores terceirizados”, apontou o coordenador.

Os(as) trabalhadores(as) também votaram a favor da paralisação nacional do dia 28 de abril, um dia de greve geral contra as Reformas da Previdência e Trabalhista, e da convocação de uma nova assembleia para discussão no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2017/218.

Representatividade

Os(as) assessores(as) jurídicos(as) do Sinditest Gabriela Caramuru e Adilson Korchak também reiteraram aos(as) trabalhadores(as) EBSERH que o Sinditest, como sindicato filiado à FASUBRA, tem legitimidade para representar a categoria nas mesas de negociação do ACT.

Diretores(as) do Sinditest reforçaram que o Sindicato lutou contra a contratação da EBSERH, mas de forma alguma é contrário aos(as) trabalhadores(as) da Empresa. “Nós fomos contra a celebração do contrato com a EBSERH porque nós achamos que todos(as) os(as) trabalhadores(as) deveriam ser RJU. Nós também somos contra as fundações, mas não somos contra os(as) trabalhadores(as) da FUNPAR, pelo contrário, os representamos e lutamos pelos seus direitos”, afirmou o coordenador de Organização por Local de Trabalho Youssef Ali.

“Independentemente de qual sindicato vocês escolherem para se filiar, o recado que queremos deixar aqui é a importância de uma mesa de negociação unificada para garantir uma campanha salarial coesa e vitoriosa”, finalizou o coordenador geral da FASUBRA Gibran Jordão.

Confira aqui a pauta do ACT EBSERH 2017/2018.

Acesse aqui a publicação no Diário Oficial da União da carta sindical da FASUBRA, que a autoriza a representar os(as) trabalhadores(as) das universidades públicas federais.



 



Luisa Nucada,
Assessoria de Comunicação e Imprensa do Sinditest-PR.


 


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