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08/06/2017 - Geral / UFPR

30 horas: impasse no Hospital Veterinário

Uma reunião entre as direções do Hospital Veterinário (HV) e do Setor de Agrárias da UFPR, o chefe de gabinete da Reitoria, o Sinditest e técnicos(as) que trabalham no HV foi realizada na manhã desta quarta-feira (7), para discutir uma solução relativa à jornada de trabalho dos(as) servidores(as).



Impasse

Os(as) trabalhadores(as) foram obrigados(as) a voltar a fazer 40 horas semanais após ordem de serviço emitida pelo diretor do Setor, Amadeu Bona Filho, que orientou o corte de ponto daqueles(as) que fazem 30 horas. Desde a última segunda-feira (5), os(as) servidores(as) do HV retornaram à jornada de oito horas diárias, fechando o Hospital para o horário de almoço. O atendimento ao público passou a ser realizado somente em horário comercial.

A medida foi uma estratégia da categoria para pressionar a administração a negociar a questão das 30 horas e para mostrar contrariedade com o retorno às 40 horas. O Hospital Veterinário cumpre todos os requisitos da resolução 56/11 para a jornada flexibilizada, estando totalmente respaldado pelos critérios da legislação.

Anteriormente, com as 30 horas, os(as) técnicos(as) se organizavam em turnos que permitiam que o HV prestasse atendimento ao público por 12 horas ininterruptas – um dos requisitos para a flexibilização da jornada. Diante da mudança no horário da instituição, o diretor do Hospital, Rogério Ribas Lange, puniu cinco técnicos(as) abrindo um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra eles(as) por insubordinação.

“Estamos diante de um impasse”, disse a conselheira da bancada dos(as) técnicos(as) no Conselho Universitário (COUN) e coordenadora de Comunicação e Imprensa do Sinditest, Carla Cobalchini. “Os técnicos e técnicas são obrigados a voltar a fazer 40 horas. Voltam a fazer as oito horas, pausando para o horário de almoço, e aí levam PAD por insubordinação?”, questionou.

Negociação



Na reunião, os(as) técnicos(as) presentes defenderam que as 30 horas no HV estão completamente respaldadas, pois os critérios da Resolução 56/11 são cumpridos. “Se nós temos o direito de fazer 30 horas conforme o decreto [1.590/95] diz, então não estamos infringindo nenhuma lei. A gente expôs isso na sessão do Conselho Universitário. Tendo que fazer as 40 horas, trabalhar em horário comercial foi uma solução que nós encontramos, uma maneira de pressionar, mesmo. Tínhamos que fazer pressão para que as pessoas vejam que as 30 horas são nosso direito, é o que nos cabe”, disse a servidora Rufina Rodrigues.

Carla apontou que se os(as) técnicos(as) não tivessem adotado essa medida, a reunião sequer teria saído com tanta rapidez.

O chefe de gabinete da Reitoria, Paulo Ricardo Opuszka, afirmou que o HV é o local de trabalho que melhor cumpre os requisitos para a flexibilização da jornada, ou seja, é onde as 30 horas têm a maior segurança jurídica.

Após pressionar os(as) gestores(as) presentes por uma solução, os(as) técnicos(as) conseguiram encaminhar a realização de uma reunião para a tarde desta quarta-feira (7), entre a Reitoria e a direção do Setor de Agrárias, para uma definição do impasse.

Luisa Nucada,
Assessoria de Comunicação e Imprensa do Sinditest-PR.




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